Cascavel - O Conselho Universitário (COU) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) aprovou ontem uma moção de repúdio contra a decisão do governo estadual de bloquear o repasse de recursos destinados ao pagamento de funcionários e custeio da instituição. Além da moção, os conselheiros autorizaram o reitor, através do departamento jurídico, ingressar na Justiça para garantir o desbloqueio dos recursos que chegam a cerca de R$ 2,7 milhões.
Para dar um peso maior à medida judicial, o próprio reitor, Wilson Iscuissati, disse que entrará em contato com as outras duas universidades públicas estaduais atingidas pela medida, UEL e UEM, para que juntas busquem seus direitos. Para os conselheiros, o bloqueio dos recursos fere a autonomia universitária garantida pela Constituição Federal.
Após a aprovação desse item, foi iniciada uma ampla discussão sobre a autorização ou não ao reitor em enviar a listagem dos funcionários que permaneceram trabalhando durante a greve para que recebam seus salários. Conselheiros ligados ao comando de greve alegaram que o envio da listagem seria uma forma do governo penalizar aqueles que estão em greve. Mas, depois de muita discussão, o COU aprovou o envio das listas.
Ainda durante a reunião que durou mais de seis horas, o Conselho Universitário votou favorável à formação de uma comissão técnica, composta pelo reitor e diretores dos cinco campi da universidade, para se dirigir à Assembléia Legislativa a fim de discutirem com os deputados o projeto de autonomia universitária enviado pelo governo estadual na última semana.
Uma das funções dessa comissão será apresentar um projeto alternativo para que seja apreciado antes da votação daquele enviado pelo governo. O COU entende que a proposta oficial, além de não trazer ganhos imediatos, causará algumas perdas e estará ferindo a autonomia universitária.

mockup