Maringá e Londrina unem forças na tentativa de atrair investimentos para a região. O foco inicial é a disputa pela captação dos R$ 12 bilhões que a Foxconn, indústria taiwanesa de tecnologia, pretende realizar no Brasil nos próximos cinco anos para fabricação de iPads. Mas o plano pode facilitar negociações com outras empresas. É uma solução inteligente, pois aumentam as chances de atrair boas oportunidades de negócios, contribuindo para o desenvolvimento da região.
O ''Projeto Foxconn'' vai trabalhar, como mostrou reportagem desta FOLHA, demandas específicas como infraestrutura (acesso aéreo e rodoviário, grandes áreas disponíveis), mão de obra qualificada e indicadores econômico-sociais (segurança, acesso à tecnologia, grau de escolaridade, entre outros). A ideia é mostrar como as duas maiores cidades do Norte do Estado podem atuar bem em conjunto.
E há mesmo o que oferecer. Existem áreas disponíveis para grandes empreendimentos, além de uma localização estratégica. Além disso, as duas cidades formam milhares de profissionais em nível superior por ano, e oferecem boas soluções tecnológicas.
Mas para melhorar as chances é necessário acabar com entraves importantes, como a estrutura dos aeroportos. As estradas que cortam a região, principalmente as que não são pedagiadas, também precisam de uma boa adequação. Se - e quando - o ''Trem Pé-Vermelho'' sair do papel, poderá ser uma vantagem para as empresas que investirem na região.
A esperança agora é que, com a entrada de uma paranaense com ligação histórica com a região em um dos principais cargos do governo federal, haja maior facilidade para trazer investimentos tão necessários. Resta saber se Gleisi Hoffmann (Casa Civil) também comprará essa briga.
A união de forças se torna uma boa forma de entrar em igualdade na disputa cada vez mais acirrada pelos grandes investimentos. Londrina e Maringá têm a chance de compensar pontos fracos e promover suas melhores características. Um planejamento estratégico que merece total apoio das autoridades.

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