A vitória do Londrina por 1 a 0 contra o Cruzeiro, na noite de quarta-feira, foi relatada em texto da nossa equipe de esporte com a neutralidade que qualquer informação exige. Na análise de alguém que não é da área de jornalismo, poderia inclusive ser dito que quem fez a cobertura da partida e redigiu o texto não é torcedor do Londrina. Engano. Como já dissemos neste espaço, a parcialidade é ferramenta fundamental da profissão, embora possam ocorrer algumas interpretações injustas não só em relação à produção esportiva, como de qualquer outra área.
Pois bem. O redator que cobriu o jogo e escreveu a matéria é, para início de conversa, um apaixonado por futebol. Chama-se Claudemir Scalone e, além da paixão por este esporte, é daqueles que veste a camisa do Londrina. E como se porta uma pessoa dessas num estádio, na condição de profissional, e não de torcedor. Imagine o nosso personagem no estádio, em local longe da torcida, com vontade de correr e abraçar o autor do gol no momento em que foi marcado. No entanto, como jornalista, no máximo Claudemir ergueu timidamente a mão que segurava a caneta para cima, como se esmurrando o ar, conferiu o tempo da partida e voltou a fazer anotações no seu bloco de notas. Enquanto os demais torcedores foram comemorar, o profissional voltou para a redação para concluir o seu trabalho.
Walter Ogama

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