UMA SOLUÇÃO - Lojas devem abrir aos sábados
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quinta-feira, 08 de março de 2007
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
A velha polêmica sobre o horário de funcionamento do comércio em Londrina está de volta. E com uma diferença: os defensores da flexibilização ganharam o apoio da nova presidenta do Sindicato do Comércio Varejista (Sincoval), Nájila Nabhan. Nesta entrevista à FOLHA, a comerciante rompe com a antiga posição da entidade de limitar a abertura a apenas dois sábados por mês. Para ela, os comerciantes devem ter liberdade para atrair os consumidores da região até aos domingos, a exemplo do que ocorre com supermercados e shoppings. A seguir, as principais declarações de Nájila Nabhan.
O horário do comércio deve sofrer alteração?
Acredito que há necessidade de flexibilização, a gente tem que ficar à vontade. O que barra é o Código de Postura do município. Londrina é uma cidade muito grande, tem mais de 500 mil habitantes, várias faculdades e diferentes tipos de comércio. Então, precisamos trabalhar com liberdade e flexibilidade de horário.
A senhora acha que as lojas deveriam abrir todos sábados, e, eventualmente, aos domingos?
Atualmente, podemos trabalhar durante dois sábados. Mas acredito que deveria ter liberdade para abrir. A legislação precisa deixar essa questão em aberto, como deixa para os supermercados e para os shoppings, para a gente ficar à vontade de acordo com o movimento e a circulação de dinheiro.
Essa posição difere da antiga diretoria, presidida pelo atual vice-presidente do Sincoval...
Por quê?
Porque eles não eram a favor da flexibilização...
Ah, acho que foi o modo de conversar. Mas acredito que têm a mesma opinião. Sou da situação, da mesma diretoria. Defendo a mudança porque trabalho atrás do balcão e sei como são essas coisas.
Mas a senhora não percebia uma resistência em relação a essa questão do horário?
Com certeza.
Isso está sendo quebrado?
A gente vai conversar com todo mundo para reverter isso - comerciantes, autoridades, prefeito, câmara e sindicato dos empregados.
A Acil apoiou o candidato da oposição nas eleições do Sincoval, alegando que a situação seria contrária a alterações no horário...
Quanto a mim, não tenho problema nenhum com a Acil. Pretendo trabalhar em conjunto com eles e vou procurá-los para conversar e pedir apoio.
A chapa da oposição entrou com ação na Justiça contra a eleição da atual diretoria, alegando que dois membros seriam proprietários de empresas com inscrição cancelada na Secretaria Estadual de Fazenda. Há possibilidade de reversão judicial do resultado?
O caso deles já foi normalizado. Então, não há mais problema de impugnação. Eles já estão em situação regular.
Isso não afeta a imagem da chapa?
Acredito que não. Estamos com novas idéias e temos que trabalhar em conjunto, sem essa rivalidade.
O Sincoval tem apenas 115 sócios com direito a voto, mas representa aproximadamente 5 mil empresas. Não está faltando representatividade?
Nossa prioridade é trazer mais associados. O Sincoval, pelo tamanho e porte de Londrina e região, é realmente muito restrito. Acredito que isso acontece, em parte, porque as pessoas são muito acomodadas, esperam tudo chegar na mão. Quanto mais fácil são as coisas, eles pensam que é melhor: Não vou tomar partido, não vou me preocupar com isso, deixa que eles fazem. Só que, dessa vez, acho que o pessoal sentiu bastante, principalmente os empresários. A polêmica bateu muito naquele 24 de dezembro em que o comércio não abriu. Com isso, acredito que criou uma situação que vai levar os comerciantes a participar mais.


