A Prefeitura de Londrina tem até a próxima terça-feira para limpar o Bosque Marechal Cândido Rondon, no Centro da cidade, livrando o local dos entulhos e da sujeira acumulados nesses últimos meses de polêmica sobre a reabertura do espaço para o trânsito de veículos. O Bosque é usado pelos moradores das proximidades como local de lazer e contemplação. O prazo foi dado pelo juiz Marcos José Silveira, da 2 Vara da Fazenda. Segundo o magistrado, a prefeitura não pode reabrir o local, enquadrado como Área de Preservação Permanente.
A proposta de reabrir aquele ponto da Rua Piauí para passagem de veículos encontrou muita resistência e duas Organizações Não Governamentais (ONGs) entraram na Justiça contra a medida. Apesar da decisão do juiz da 2 Vara da Fazenda, a polêmica ainda deve continuar por mais tempo. A Procuradoria Geral do município já avisou que a prefeitura vai recorrer ao Tribunal de Justiça e até a sentença final. A procuradoria vai contestar a transformação do Bosque em APP.
Todos sabem que medidas polêmicas como essa de abrir ou não o Bosque para o trânsito de veículos demoram para serem resolvidas principalmente quando uma das partes, no caso a prefeitura, decide levar a disputa até a última instância judicial.
A reabertura do Bosque para veículos não é só uma decisão técnica sobre fluidez do trânsito no Centro da cidade. Trata-se de uma questão ambiental e lideranças ligadas ao meio ambiente devem ser chamadas para opinar, assim como a população. A transformação do Bosque em área de lazer, há mais de 20 anos, foi uma conquista dos cidadãos e a opinião deles deve ser levada em consideração.
Enquanto o imbróglio judicial não se resolve definitivamente, é inconcebível que a situação do Bosque central de Londrina continue como está, um espaço cheio de entulho, sujeira, buracos na calçada e muito mau cheiro.

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