A unificação dos cartões de crédito/débito está ensejando nova relação entre bancos privados, bancos estatais e as instituições financeiras administradoras de cartões. A redução do custo operacional é tida como certa. O consumidor está no meio das mudanças mas, por enquanto, não vislumbra o rateio dessas vantagens.
  A Caixa Econômica Federal estuda integrar o uso de seus caixas eletrônicos com Banco do Brasil e Bradesco. Esses dois já têm os sistemas integrados para o uso dos equipamentos, mas a oferta ainda não é generalizada no país. BB e Caixa também são parceiros. De acordo com o presidente do BB, Aldemir Bendine, o uso vai garantir redução de custos para as instituições, além de comodidade para os clientes. O estudo para a integração dos sistemas deve estar concluído em 30 dias e não há data para a medida entrar em vigor.
  O primeiro cartão da Elo será emitido em outubro. A empresa é controlada por uma holding que tem o Bradesco (com 51% do capital) e o BB (com 49%) como sócios. A Caixa ainda vai definir o porcentual que terá na holding. Além da Elo, a holding é composta por outras empresas, como a Elo Vale, de cartões de benefícios. A Caixa chegou a conversar com outras bandeiras, mas optou por fechar com a Elo. Comenta-se no mercado que a Hipercard, do Itaú, e a bandeira argentina Cabal, foram sondadas.
  A ideia é que o primeiro cartão esteja disponível em outubro. E a expectativa é atingir 15% do mercado de cartões em cinco anos. A Caixa terá um terço de participação na holding que administrará a empresa. BB e Bradesco terão outros um terço cada. O controle ficará com o Bradesco. No memorando assinado ontem, os três bancos também anunciaram que estudam aumentar a participação de hoje 1,14% da Caixa na Cielo, que tem Bradesco e BB com as maiores participações -28,65% cada.
  A Elo surge para ter forte atuação nas classes C, D e E e acompanhar o trabalho de bancarização das três instituições. Juntas, as três somam mais de 100 mil clientes.

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