Os vigilantes não são funcionários dos bancos mas de várias empresas, e a greve do momento tem a ver com elas. O fechamento das agências bancárias, enquanto a paralisação persiste, é determinada por norma legal, porque é preciso preservar a segurança dos clientes. São 1.800 os profissionais que atuam nessa área, no Paraná, e 80% deles aderiram ao movimento, reivindicando melhoria salarial de 6,4% e outros benefícios. Se os contratos de tais empresas com os bancos tivessem valores mais altos, por extensão os seguranças teriam mais chance de ganhar melhor.
O serviço que eles exercem é de alto risco, pois a qualquer momento podem se defrontar com assaltantes, sempre perigosos e melhor armados. Por isso é baixo o ganho atual de R$ 890 a R$ 1.500 e justa a reivindicação, cujo porcentual que agora os vigilantes pedem é irrisório. É preciso que os bancos invistam mais nessa terceirização e assim estimular a eficiência e a segurança.
Nem é preciso falar do prejuízo que esta greve causa àqueles que precisam dos bancos, porque todas as operações financeiras de pessoas físicas, empresas e instituições é feita pela via dos bancos. O momento - que é também a data-base das negociações entre o sindicato dos vigilantes e as empresas contratantes - é de pagamento de salários do sistema empresarial e também de retiradas das aposentadorias. Os sindicatos dos bancários estão dando apoio ao movimento, o que ocorre também com o pessoal dos carros-fortes transportadores de valores, que deixaram de operar. Por isso pode faltar dinheiro nos caixas eletrônicos. O sindicato das empresas alega que a alta patronal ''já chegou ao máximo, na negociação''. Nesse processo a fonte financeira é o banco, que se contrata empresas de vigilância mediante licitação - e, naturalmente, fecha acordo pela melhor conveniência - tem a retaguarda dos lucros fabulosos e deve ser o maior interessado em manter a segurança dos clientes das próprias agências.
A rede bancária também está envolvida porque a segurança lhe diz respeito e sem essa garantia não pode operar, por necessidade de proteger a clientela e porque é determinação de lei. Representações sindicais dos bancários afirmam que a segurança em bancos é fragil e recomendam outras medidas além da presença dos vigilantes. Certamente que a legislação que trata disto precisa ser endurecida.

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