Uma futura Metrópole Norte do Paraná
A informação de que todos os leitos de hotéis da região já estão reservados para o período de realização da Movelpar-2005 a Feira de Móveis do Paraná, de Arapongas demonstra a importância dos eventos para a dinamização da economia e que é preciso dar atenção à infra-estrutura regional para o apoio logístico pertinente. Sabe-se que, não só com relação à Movelpar mas também outras promoções, os hotéis ficam totalmente lotados e faltam vagas desde Cornélio Procópio a Maringá, uma faixa de 200 quilômetros, tendo Londrina como centro geográfico desses dois pólos. A hotelaria é apenas uma das referências, porque todos os serviços são requisitados. Também o comércio é beneficiado, porque gente de fora aproveita para comprar, destacadamente o universo feminino presente nesses eventos, com participação direta nos negócios ou representado pelas esposas de expositores/compradores/pesquisadores, que vêm de todas as partes do Brasil e também do exterior. No caso da Movelpar, que se realizará de 21 a 25 deste mês, a expectativa é receber mais de 20 mil visitantes e movimentar R$ 200 milhões. A ativação na área de serviços, abrangendo vasta região, demonstra que um evento não precisa realizar-se necessáriamente em Londrina e em Maringá as duas cidades mais desenvolvidas da área importando que dêem apoio estratégico. Dentro desse espaço territorial, entre os pontos mencionados, poderão ser implantados outros pavilhões de eventos e, ao menos, um grande centro de convenções que sirva a todos, sem necessidade de concentração em deteminada cidade. Esta é a tendência, não sendo preciso a duplicação de coisas semelhantes em se tratando de grandes estruturas caso de um só aeroporto internacional futuro, de um só núcleo de convenções, de uma super-universidade, de um grande centro médico-hospitalar e de outras mega redes de serviços. Disputas municipais já não fazem sentido numa região homogênea em muitas características, e alicerçada num mesmo sistema econômico e cultural. O projeto Metronorte, que é antigo, ainda adormece mas inevitavelmente acabará transformando-se em realidade, pela própria pressão das circunstâncias futuras, porém já se manifestando. As cidades-pólo, as intermediárias e os espaços para grandes empreendimentos de interesse regional deverão ser os vazios hoje existentes entre os centros urbanos dessa faixa. A duplicação da rodovia entre Londrina e Maringá já existe, e uma necessidade irreversível será idêntica duplicação de Londrina à divisa com o Estado de São Paulo, atingindo Ourinhos, e em outro sentido Presidente Prudente, importante cidade do oeste paulista que tem estreita ligação com o Norte do Paraná. A vocação para a metropolização dessa faixa norte-paranaense é muito evidente, sinalizando para a discussão de idéias em grupo, envolvendo todas as cidades do percurso. Sem prejuízo de que, cada cidade, implante os seus próprios empreendimentos e serviços, o futuro aponta para descentralizações a partir de perímetros urbanos e para a unificação de grandes projetos para uma Metrópole Norte do Paraná isto incluindo grandes condomínios industriais, não importando em qual muncípio se instalem.





