Como comenta Pedro Garcia Lopes, presidente da Associação Médica local, ‘‘Londrina é considerada um pólo de excelência em medicina, tendo atingido o mesmo nível de outras grandes cidades brasileiras.’’ Nesse centro muito bem conceituado pela comunidade científica, as soluções inovadoras proliferam, trazidas por médicos atentos aos avanços da medicina mundial.
Foi o caso do ‘‘cypher’’, novidade recém-lançada no mercado internacional, e que já está sendo utilizado, com sucesso, no tratamento de pacientes da região. A equipe responsável pela iniciativa começou a se formar em 1993. Milton Neves, 44 anos, e Douglas Grion, 38, integraram a dobradinha inicial. Muitas afinidades encarregaram-se de aproximá-los. Ambos são naturais do interior de São Paulo, formaram-se na UEL e interessaram-se por cardiologia, mais especificamente, pela área de hemodinâmica.
Ricardo Ueda, 34 anos, natural de Maringá, juntou-se ao grupo em 1997. Segundo Douglas, que é professor na UEL, ‘‘Ricardo logo se destacou como um aluno brilhante.’’ Marco César Miguita, que nasceu em Catanduva, interior paulista, integrou-se à equipe há pouco tempo e é o caçula do grupo, com 29 anos.
Milton e Marco César, de famílias de médicos, foram fortemente influenciados pelos pais na hora de escolher a profissão. Já Douglas se sentiu desafiado a seguir a carreira ao apostar com um amigo que passaria no vestibular mais difícil daquela época. Ele pensava no Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), mas o amigo o surpreendeu, ao lançar o repto: ‘‘Quero ver você passar no de medicina!’’ Imaginando que se formaria como engenheiro mecânico, Ricardo surpreendeu a si mesmo, ao decidir, na ‘‘hora H’’, pela medicina, ‘‘uma área bonita de se trabalhar’’, reconhece.
A formação em medicina é longa e aprofundada, exigindo muito daqueles que optam pela carreira. Todos os integrantes dessa equipe, por exemplo, depois da formação regular de 6 anos, dedicaram outros tantos anos para a residência, em geral em clínica médica, e para especializações e estágios em cardiologia e hemodinâmica. Contudo, todos são unânimes em dizer que valeu a pena. Como afirma Ricardo, ‘‘trabalhar com cardiologia é muito edificante, uma oportunidade para estabelecer vínculos e usufruir da satisfação do paciente em receber o melhor atendimento.’’

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