Uma conversa séria com o leitor
A postura editorial justa, responsável e independente deste jornal em relação aos acontecimentos do Paraná e do Brasil contraditoriamente incomoda e causa avaliações equivocadas por parte de seus críticos. Essa situação, ao contrário de resultar em transtornos, enobrece direção e funcionários, uma vez que torna clara uma verdade: não haveria críticas se a Folha se mantivesse omissa diante dos fatos que o cotidiano estampa. Por isso, ao longo dos anos este jornal convive com ameaças de ataques e boicotes.
A cobertura do chamado caso AMA/Comurb é um exemplo. A Folha foi o primeiro jornal do Paraná a publicar reportagens sobre o caso e, desde que as denúncias de irregularidades na administração pública municipal de Londrina começaram a ser investigadas, há três anos, tem mostrado em suas edições quase que diariamente o andamento dos trabalhos do Ministério Público. Há outros exemplos, como os da cobertura da tentativa de venda da Copel e os das irregularidades nas administrações municipais de Curitiba e de Maringá, este último referente à gestão passada. O leitor que acompanha o jornal diariamente é testemunha.
Recentemente, a Folha viu-se obrigada excepcionalmente a deixar de publicar, por um dia, uma reportagem sobre o caso AMA/Comurb. As críticas surgiram e elas, com certeza, serviram como importantes colaborações. Entretanto, com as críticas também vieram os ataques e as tentativas de boicotes praticados por pessoas movidas por interesses políticos pessoais, inclusive. Foram poucas, mas com intenções devastadoras que não se concretizaram graças à credibilidade que este jornal desfruta de seus milhares de leitores.
De qualquer forma, é oportuno o jornal, agora, manifestar a sua posição em relação a este fato: a Folha não se omite e prioriza um trabalho pautado na ética, que inclui a informação responsável, de acordo com o que é importante ao seu leitor. Este jornal não faz um jornalismo de franco atirador. E a Folha só tem a lamentar que dentre os seus agressores, alguns colocaram a ética em segundo plano na tentativa de condenar o jornal.
Da Diretoria





