A indústria nacional de vinho vê oportunidades de negócio com o aumento do interesse do brasileiro com a bebida e a melhor aceitação das marcas produzidas no País. No Paraná, há um caminho já consagrado da vitivinicultura, mas pode se desenvolver ainda mais.

Na última semana, o governo estadual, por meio da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, lançou o programa Revitis, que tem como objetivo conquistar a autossuficiência da cadeia da viticultura no Paraná. Amparado em quatro eixos, a proposta é incentivar a produção de uva, reorganizar a comercialização, apoiar a agroindústria e desenvolver o turismo. É uma resposta à falta de parreiras para atender a demanda da indústria local.

No Noroeste do Estado, o município de Marialva é um exemplo do poder econômico da viticultura. É a maior produtora de uva do Paraná, responsável por mais de 40% do total produzido por aqui.

Já na Região Metropolitana de Curitiba é possível conhecer a força e as várias possibilidades que a cadeia da viticultura oferece, incluindo a indústria de sucos e vinhos e o potencial turístico. Há vinícolas rústicas ou modernas (e sofisticadas) espalhadas principalmente pelos municípios de São José dos Pinhais, Campo Largo, Piraquara e Colombo que viraram pontos de visitação de pessoas de várias partes do Brasil.

O Paraná foi um grande produtor de uvas no passado, mas ao longo do tempo a produção foi caindo. Com planejamento, o Estado pretende, no futuro, disputar mercado em grau de igualdade com regiões já consolidadas, como o Rio Grande do Sul.

O Revitis vai integrar os atores da cadeia produtiva da uva, capacitar produtores e reestruturar a rede estadual da pesquisa para a viticultura, além da promover o turismo relacionado à cultura da uva e derivados. Haverá linhas de financiamento e acompanhamento técnico para abastecer uma indústria em crescimento.

Segundo as contas da secretaria, os produtores paranaenses importam mais de 90% das uvas de mesa que utilizam para fazer sucos e vinhos coloniais e cerca de 84% das uvas para vinhos finos.

É um programa ousado com uma boa dose de inovação - necessária e decisiva para que a cadeia paranaense da viticultura se conecte aos avanços tecnológicos e ao comportamento dos consumidores. Trata-se de uma oportunidade importante de emprego e geração de renda no campo e também para a indústria.

O Paraná tem conhecimento sobre a produção de uva, tem clima, solo, produtores e empresas já respeitadas no mercado. Com uma boa estratégia e apoio, pode se desenvolver ainda mais.

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