Um vestibular em evolução
A principal novidade deste ano foi o formato em fase única com dois dias de provas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de outubro de 2025
A principal novidade deste ano foi o formato em fase única com dois dias de provas
Folha de Londrina 
O Vestibular 2026 da UEL (Universidade Estadual de Londrina) reafirma a relevância da instituição como um dos pilares do ensino público superior no Paraná e no país. Foram 17.296 inscritos. No primeiro dia, domingo (26), o índice de abstenção foi 14,68% — abaixo dos mais de 20% registrados no ano anterior. Conforme a FOLHA mostrou em suas reportagens, o processo seletivo revelou o interesse crescente dos jovens pela universidade e a consolidação de um modelo que busca aliar tradição e inovação.
A principal novidade deste ano, o formato em fase única com dois dias de provas, reflete uma reestruturação cuidadosamente planejada. A proposta buscou tornar o vestibular mais ágil e racional, sem comprometer a exigência acadêmica. A redução nas ausências sugere que os ajustes vêm sendo bem recebidos pelos candidatos e contribuem para a efetividade do processo.
A UEL oferece 2.019 vagas em 53 cursos de graduação presenciais. No domingo, todos os candidatos fizeram a prova de conhecimentos gerais, com 60 questões de múltipla escolha, abrangendo todas as áreas do conhecimento, e mais a prova de redação. A duração foi estendida para cinco horas.
Os aprovados ingressam na UEL em 2 de março de 2026, quando o calendário acadêmico da instituição volta a acompanhar o calendário civil. Desde a pandemia, o início e término dos anos letivos estavam em descompasso com o calendário civil.
Entre os destaques desta edição, merece menção o tema da redação, inspirado em um texto publicado na Folha de Londrina, do colunista Sylvio do Amaral Schreiner, sobre o risco de viver “o sonho do outro”. A escolha, além de sensível e contemporânea, evidencia o papel fundamental da imprensa como mediadora de ideias e formadora de pensamento crítico.
Ao propor essa reflexão, o vestibular também valoriza a leitura de jornais como exercício de cidadania, estimulando os estudantes a compreenderem melhor o mundo que os cerca e a formularem suas próprias opiniões.
Aproximar universidade e imprensa local é um gesto simbólico e pedagógico, atestando que o conhecimento não se constrói apenas dentro das salas de aula, mas também no diálogo com a realidade cotidiana e com os debates que permeiam a sociedade.
Vale destacar que a leitura atenta e regular de jornais amplia o repertório dos jovens, desenvolve a argumentação e fortalece a capacidade de análise — competências essenciais para qualquer formação universitária.
O rigor e a atualidade da prova, que incluiu também referências culturais como as canções dos Titãs, reforçam a vocação da UEL de articular saber acadêmico e cultura popular. Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas e sociais, a universidade mostra-se atenta ao desafio de avaliar não apenas o conteúdo, mas a capacidade crítica e interpretativa de seus futuros alunos.
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