Um tapa na cara dos brasileiros
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de abril de 2020
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Um tapa na cara dos brasileiros
Uma gigantesca crise econômica se aproxima. O setor privado cedendo os anéis para não perder os dedos, o desemprego ameaçando travar a roda da economia e a guerra pela sobrevivência instalada no País. Salários perdidos, renda achatada e a miséria recrudescendo nos bolsões da extrema pobreza. Um cenário cruel para o Brasil da crônica desigualdade social. E o setor público? Bem, esse, em parte, vive na insensibilidade. O Executivo cumpre o papel de socorrer as empresas economicamente frágeis, os trabalhadores de baixa renda e aqueles que viram os seus ganhos se exaurirem. Entretanto, o Legislativo e o Judiciário continuam indiferentes à situação e consumindo acintosamente os seus escandalosos orçamentos do ano. Vergonhosamente, a Câmara gasta R$ 6,2 bilhões e o Senado R$ 4,6 bilhões para atender os seus 594 parlamentares. O STF, do cardápio das lagostas e vinhos premiados, indecorosamente despende R$ 686 milhões com os seus 11 ministros. Não menos indecentes são as contas de outras instituições, tais como: STJ, R$ 1,6 bilhão, TCU, R$ 2,2 bilhões, a desnecessária Justiça Eleitoral, R$ 9,2 bilhões e, pasmem, a ameaçada de extinção Justiça do Trabalho, R$ 20,8 bilhões. Enquanto milhões de brasileiros terão que sobreviver com R$ 600 mensais e médicos trabalharem em hospitais desaparelhados para salvar vidas, essa minoria privilegiada gastará nababescamente bilhões de reais dos nossos suados impostos. Isso já virou caso de polícia!
Ludinei Picelli (administrador de empresas) - Londrina
Elogio
Que beleza de texto produzido com equilíbrio, raciocínio lógico, inteligente e analítico do psicólogo Jair Queiroz, intitulado "Covid, ciência e políticos", publicado no Espaço Aberto deste conceituado jornal, edição do dia 8/4/2020. A cada parágrafo, surgia a figura dos heróis de cada época há 520 anos até os nossos dias, para reafirmar que não estamos atrás de “Salvadores da Pátria”, mas sim de “Líderes de Verdade”, aqueles que inspiram confiança e criam em torno de si um ambiente de entusiasmo, de responsabilidade, de determinação, de cortesia e de companheirismo. A humildade tem muito a ver com o respeito ao próximo, momento em que se está espiritualmente desarmado ante as diversas variantes, agindo em cada situação com moderação e equilíbrio, pensando sempre em equipe, que é mais que um grupo de pessoas, porque uma equipe é a soma de muitas energias. Mais que a divisão de tarefas, é a união em torno dos objetivos. Por fim, o ato de escrever pressupõe que alguém deve ler. E ler e gostar do que foi escrito é sempre uma forma de coautoria. Parabéns!
Claudinê de Oliveira (aposentado) - Apucarana


