Um retrato da moradia no Brasil
Em todo o país, a maior parte dos domicílios, 61,6% (47,7 milhões) são próprios já pagos
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sábado, 23 de agosto de 2025
Em todo o país, a maior parte dos domicílios, 61,6% (47,7 milhões) são próprios já pagos
Folha de Londrina 
A divulgação de dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na sexta-feira (22), apresenta um retrato revelador das condições de moradia no Paraná e no Brasil. O estudo aponta tendências sociais importantes, como a valorização da casa própria, o avanço do aluguel e a mudança no perfil dos domicílios. A base do trabalho é o ano de 2024.
No Paraná, cerca de 10,4 milhões de pessoas residem em casas, com 3,7 milhões de domicílios deste tipo (86,2%). E 1,3 milhão de pessoas moram em apartamentos, com 595 mil lares nesse modelo.
Ainda de acordo com o IBGE, 57% dos paranaenses (6,7 milhões) residem em um imóvel próprio já pago; 23,8% (2,3 milhões) moram em imóvel alugado; 10% (1,2 milhão) residem em um imóvel em processo de quitação; 9% (1 milhão) em imóvel cedido e 0,2% (25 mil) em outras condições.
Em todo o Brasil, a maior parte dos domicílios, 61,6% (47,7 milhões), são próprios já pagos, e 6,0% (4,7 milhões) são próprios, porém ainda pagando.
No Paraná, a realidade mostra avanços relevantes em infraestrutura. Quase 100% dos domicílios contam com água canalizada, coleta de lixo e acesso à energia elétrica. Esse nível de universalização, acima da média nacional, reflete políticas públicas bem-sucedidas no saneamento e no abastecimento.
Ainda em relação ao Paraná, dos 4,3 milhões de domicílios do Estado, 4,2 milhões possuem geladeira (representando 11,7 milhões de moradores); 3,7 milhões têm máquina de lavar roupa (10,5 milhões de pessoas); 3 milhões possuem carro (8,7 milhões de moradores); 1 milhão de domicílios também contam com motocicleta na garagem (3,1 milhões de pessoas); e 817 mil residências possuem carro e motocicleta (2,5 milhões de moradores).
Quanto ao quadro nacional, a análise revela um fenômeno preocupante. É que nos últimos oito anos, a proporção de famílias que vivem de aluguel cresceu 25%, enquanto caiu a parcela daquelas que conseguiram quitar a casa própria. O dado traduz uma desigualdade no tocante ao acesso à casa própria e leva a uma questão: como assegurar o direito à moradia digna a famílias que ainda não conseguiram realizar esse sonho?
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