Um pólo nacional em tecnologia
Se misérias sociais rondam Londrina, se faltam creches, se a cidade está
mal cuidada e se a violência assume proporção amedrontadora, esta metrópole regional não pára de crescer e vem se desenvolvendo sobretudo no setor educacional e de ensino de tecnologias. A cidade já é um avançado centro difusor de conhecimentos, estribado em suas universidades e em escolas dos mais variados gêneros, em seu Instituto Agronômico e na Embrapa/Soja, e em breve contará com a Universidade Federal Tecnológica. Em recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Londrina figura em 15º lugar no ranking nacional de inovação industrial. É reconhecida como referência nacional e transnacional em geração tecnológica para o setor agropecuário, e agora desponta na área da educação à distância e na produção de games. O entusiasmo parte especialmente da Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina, a Adetec, cujo coordenador executivo, Tadeu Felismino, não vê as pespectivas como algo utópico, mas real, pela existência de pontos favoráveis para o desenvolvimento de metas. Ele avalia que Londrina está chegando ao ''ponto de ebulição'', pela capacidade que tem nos setores do ensino superior, da graduação, do mestrado, do doutorado e da pesquisa tecnológica. Um dos indicativos para novo avanço no campo da tecnologia é a aguardada vinda da Universidade Tecnológica, reforçando a esperança conforme acredita o representante da Adetec de que Londrina, dentro de cinco anos, se situe entre os três principais pólos tecnológicos do Brasil. Campanhas iniciadas duas décadas atrás e que pareceram inglórias por algum tempo como o reivindicado Centro Federal de Educação Tecnológica, o Cefet, que agora vem chegando e se converterá em universidade demonstram que a persistência é a forte alavanca para o alcance de objetivos. Foram vários os batalhadores pela vinda do Cefet, incluindo-se este Jornal, que abraçou a causa desde a primeira hora. Mesmo sem a instalação, ainda, do seu campus, a Universidade Federal Tecnológica (derivação do Cefet) já implantará no ano que vem os cursos de Tecnologia de Alimentos e de Química Industrial. O advento dessa universidade consolidará ainda mais o pólo de excelência educacional em que Londrina se converteu, robustecendo o ideal previsto desde que a cafeicultura foi riscada do mapa em 1975, pela ocorrência da mais destruidora geada de todos os tempos de que a cidade seria marcadamente prestadora de serviços e entre estes, destacadamente, o educacional e o formador de mão-de-obra especializada.





