Um plano para salvar o ano
Um primeiro quadrimestre ruim, com baixa arrecadação, levou o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), a anunciar ontem um pacote de medidas de contingenciamento, entre elas, cortes de gastos em investimentos, aumento nas cobranças e até a reedição do Programa de Regularização Fiscal (Profis). As medidas são amargas, mas a prefeitura justifica que são necessárias para garantir o pagamento das contas deste ano. De janeiro a abril, a arrecadação ficou R$ 28 milhões abaixo da expectativa do governo, mesmo com um superavit orçamentário de mais de R$ 49 milhões. Levando em conta que esse período concentra boa parte da arrecadação anual, pois concentra o recebimento de tributos como o imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Transmissão de Bens Imobiliários (ITBI). As medidas, traduzidas em "Plano de Eficiência Administrativa 3", resultarão em economia de R$ 40 milhões e incremento da receita de R$ 30 milhões. A ideia é não fechar no vermelho em dezembro. Duas propostas prometem causar polêmica, o novo Profis e a utilização de depósitos judiciais para investimentos. Ambas precisam passar pela aprovação da Câmara de Vereadores. A prefeitura sabe que as medidas anunciadas ontem vão causar descontentamento. A duplicação nas avenidas Aminthas de Barros e Faria Lima e as reformas na Maternidade Municipal, Pronto-Atendimento Municipal e na Unidade Básica de Saúde da Fraternidade são aguardadas há muito tempo pela comunidade. O acerto nas contas tem relação com o otimismo do Executivo municipal no momento em que planejou o orçamento maior que o de 2015. Mas é positiva a decisão de dar transparência às contas e apresentar medidas de contingenciamento antes que a situação piore. O contingenciamento é uma programação financeira e deve ser usada tanto pelo cidadão comum quanto pelo poder público quando as receitas previstas não se confirmam. Nessa hora é preciso cortar despesas e economizar.





