O noticiário internacional fechou a semana com dois anúncios que impactaram a economia e a política. O primeiro, feito pelo presidente americano, Donald Trump, a sobretaxação nas importações de aço e alumínio para os Estados Unidos, pode mudar o rumo das exportações de vários países. Do outro lado do mundo, o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, disse que está disposto a suspender o seu programa nuclear e fez um convite inesperado: chamou Trump para uma reunião de cúpula bilateral. Anúncio que foi prontamente aceito pelo magnata americano (nova surpresa). O mês será maio, mas o lugar e a hora exata ainda serão marcados. Mesmo assim, a atitude dos dois líderes aponta que mudou radicalmente o cenário de guerra fria dos últimos meses. Se ambos fecharam 2017 trocando farpas e iniciaram 2018 se insultando, março começa em outro clima com Trump e Kim Jong-un dispostos a sentar à mesa, frente a frente, para negociar. O convite para a reunião histórica foi transmitido a Trump na quinta-feira (8) por um diplomata sul-coreano que se reuniu com Kim Jong-un na terça-feira, em PyeongChang. Será a primeira vez que líderes dos dois países vão se encontrar. Em jogo, a desnuclearização da Coreia do Norte e a suspensão dos testes nucleares que Kim Jong-un insiste em fazer, causando medo nos países vizinhos, principalmente no Japão. Em troca, o ditador quer a garantia de sobrevivência do regime. Na área da diplomacia, o progresso é nítido, mesmo com os Estados Unidos dizendo que só vão rever as sanções econômicas a partir dos resultados do encontro. Lembrando que antes de se reunir com Trump, Kim Jong-un dará um outro passo histórico, um encontro com o presidente sul-coreano Moon Jae-in, marcado para o mês que vem. As ameaças de destruição mútua podem dar lugar ao entendimento. Uma esperança que ganhou força com a imagem das duas Coreias desfilando juntas na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.

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