O que acontece no Estado de São Paulo tem reflexos no Paraná, pela proximidade territorial e pela importância econômica dessa poderosa unidade da Federação. O Brasil inteiro sempre teve certa dependência de SP e muito forte no passado, pois a maioria dos produtos industriais vinha dali. Ainda hoje o peso econômico de São Paulo é indiscutível e isso tem também força política. Por isso, é relevante a eleição do governador desse Estado, tendente a sufragar José Serra, atual prefeito da capital e que desponta com 48% na preferência eleitoral, pela pesquisa. Serra declara que, se eleito, irá valer-se do poderio de São Paulo para favorecer a adoção de políticas desenvolvimentistas para todo o País. Menciona entre outros temas a agricultura, que segundo ele encolheu 9 milhões de hectares no plantio, neste ano. Contrariando os adversários, demonstra que São Paulo cresce mais que o Brasil, e essa condição é sem dúvida influenciadora para os demais Estados, porque ali está sediado um notável centro de conhecimento, em todos os campos, e de experiência em gigantes negócios e empreendimentos. O candidato destaca que tem 10 pontos para o desenvolvimento da agricultura de seu Estado e enfatiza que sua meta é não tolerar invasões de terras. Esses são temas que interessam ao Paraná, pela influência indireta que poderão ter. Porque uma atitude tomada no vizinho Estado será exemplo para os paranaenses, especialmente os do norte, dos quais muitos ancestrais têm origem paulista e participaram ativamente da saga da colonização. José Serra não irá governar o Brasil, estando assentado no Palácio Bandeirantes embora não esconda o anseio de chegar ao Palácio do Planalto em 2010 , mas não se pode desprezar a importância política do governante de tão poderoso Estado e seu poder como centro econômico nacional. Se os indicativos da pesquisa se confirmarem, Lula e Serra adversários na disputa de quatro anos atrás serão, a partir do ano que vem, os dois mais importantes mandatários do País, e terão de conviver juntos na esfera do poder, um não podendo ignorar o outro. Neste momento de corrida eleitoral, é importante para o Paraná quem será o presidente da República, quem será o governador do Estado e quem irá governar o vizinho São Paulo. Que se já decretaram guerras fiscais aos paranaenses, isto não terá repetição num governo Serra, conforme o candidato declarou em sua última entrevista à imprensa, embora tenha enfatizado que ''vai defender São Paulo''. É inevitável um olhar sobre a eleição no Estado limítrofe.

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