Um olhar para o sistema viário de Londrina
Uma simples providência anunciada pela Prefeitura de Curitiba no setor do trânsito a de instalar sinos nos locais perigosos das ruas, para alertar os pedestres remete para a constatação do desinteresse com que a administração pública de Londrina trata a questão do sistema viário urbano. O que tem havido na segunda mais importante cidade do Paraná é ação em contrário, a de mais complicar do que melhorar. Caso da criação do serviço municipal de agentes de trânsito, que ao invés da melhoria do tráfego pegou pesado na aplicação de multas, e tem cometido abusos, conforme as queixas de usuários e o que se constata. Caso de sinalizações e bloqueios de superfície implantados sem critério técnico algumas até hilariantes, parecendo brinquedo de criança. Caso da colocação de pardais sem a retirada dos semáforos antigos. Ocorre que, por desorientação sobre o momento em que o sinal vai fechar, o motorista é levado ou a diminuir o passo ou a avançar, e neste caso às vezes dá brecadas bruscas, gerando risco de colisão. Certamente o prefeito não dimensiona bem o que o pessoal do setor faz e o que está deixando de fazer, mas deveria se interessar mais pela questão do tráfego e promover uma ampla discussão não apenas com seus serviçais da área, pois eles irão justificar que tudo está bem mas com a comunidade de usuários. No caso, taxistas, condutores de ônibus e outros transportes coletivos, assim como os motoristas no geral. No passado havia um Conselho Municipal de Trânsito, integrado por agentes públicos da área e por cidadãos da comunidade. Hoje, se esse Conselho existe, não funciona, pois nunca se ouviu falar dele. Há muita coisa por reformular no sistema viário, em pelo menos duas dezenas de itens, e por isso será necessário um minucioso projeto, que baseado nas necessidades reveladas por pesquisa e pela tomada de opiniões populares deve ser confiado a técnicos em engenharia de tráfego. Duzentos mil veículos automotores estão registrados em Londrina, dos quais metade está em circulação nos dias e horários de expediente. Há que contabilizar também os veículos das cidades vizinhas, que convergem em grande quantidade para Londrina, pólo de região metropolitana de 800 mil habitantes. A cidade expandiu-se rapidamente e isto gerou a necessidade de o poder público acompanhar esse ritmo, mas tal não ocorreu. Por isso a metrópole vai se inchando mas o índice de benefícios humanos decresce. No caso de que se fala o trânsito esta é uma questão que, se vai envolver dinheiro, tem a ver antes de tudo com uma decisão política de olhar para ao problema. Isto já seria um primeiro grande passo. A população de Londrina locomove-se sobre rodas, por isso o sistema viário é questão de grande relevância, porque tem a ver com a vida diária dos cidadãos, com sua segurança, com a economia de combustível e com menos stress.





