Quando Ayrton Senna morreu, os vereadores londrinenses da época apressaram-se em mudar o nome de Autódromo Internacional de Londrina para Autódromo Ayrton Senna, e o que aconteceu foi que os veículos de comunicação de fora passaram, a partir de então, a eliminar o nome da cidade ao citá-lo. Houve perda de um considerável marketing, motivado pelo desserviço prestado pelos afoitos vereadores. O fato de levantar esta questão pode ser atribuído a bairrismo, mas qualquer setor da cidade, público ou privado, não perde a oportunidade de projetar Londrina, sempre que possível, ou de marchar a favor dela quando males a cercam. Agora que, por iniciativa deste Jornal, dirigentes e ex-pilotos se reuniram para sugerir alternativas de melhor uso do autódromo, é oportuno que algum vereador proponha o restabelecimento do nome anterior. Isto não significará desfeita para com o corredor multicampeão, que nunca deu mostras de buscar homenagens. Até porque, há algum tempo, se projeta implantar ali o Memorial Ayrton Senna. Falando-se especificamente desse encontro de lideranças e amantes do automobilismo, ressalte-se o interesse demonstrado pelos presentes em dar sua contribuição para um reavivamento do Autódromo Internacional de Londrina este o seu nome de batismo. Uma das propostas é reativar o polêmico oval, que até hoje não é utilizado para a sua finalidade, que é realizar corridas de categorias menores e servir como escola de pilotagem. Outra é a deficiência de arquibancadas fixas, confortáveis e seguras, e de arborização, bares e restaurantes adequados. Propõe-se também um pórtico de entrada mais imponente. Algumas idéias já frutificaram, a partir do encontro, como o compromisso do Automóvel Clube do Café de, já de início, abrir o espaço (de seu domínio) para treinos e provas de ciclismo e bicicross. Uma das deficiências é a falta de espaço para boxes alternativos, ao lado dos 60 existentes. Já há estudos para isso, e a reunião promovida pela Folha de Londrina poderá dar uma alavancada em inovações. Anunciou-se, nesse encontro, que o autódromo pode ser sede de duas escolas de formação: uma de pilotos de automobilismo e outra de cicilismo. Esta é uma forma de evitar que jovens façam rachas nas ruas, já que podem disputar corridas no autódromo, com segurança, conforme argumenta Beto Monteiro, idealizador da escola de formação de pilotos, ex-corredor e grande entusiata londrinense do automobilismo, e um dos presentes à reunião. Na crista dessa onda pode ser associado o projeto do deputado federal Alex Canziani, que prevê um complexo de lazer e turismo envolvendo o autódromo, o oval e o Estádio do Café, que estão na mesma área e interconectados. A idéia do parlamentar é implantar um parque temático, utilizando recursos de investidores privados. O encontro dessa gente do automobilismo que acaba de ocorrer e com toda a certeza não será o único prenuncia-se promissor para a revitalização proposta, e percebe-se que entusiasmo e boa vontade dos participantes não faltam.

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