Recentemente foi a fusão das gigantes Sadia e Perdigão, evitando consequências danosas para a economia e para milhares de trabalhadores, e agora é a salvação da empresa maringaense Dudony com a compra de seus ativos pelo Grupo Silvio Santos. O próprio diretor jurídico dessa empresa de móveis e eletrodomésticos, Cleverson Colombo, afirmou que seria essa solução ou a falência. O negócio chegou a bom termo e os funcionários aplaudiram a medida. Eles já haviam se manifestado publicamente a favor de uma fórmula salvadora como esta.
O Paraná cai um pouco no ranking por perder o domínio dessa rede de 99 lojas no Estado (e mais 11 em território paulista), mas elas permanecerão onde se encontram e irão manter o milhar de empregados diretos e possivelmente ampliar esse número. Em tempo de rescaldo de crise financeira global (embora ainda vivenciando-a), esta boa notícia extrapola o âmbito do grupo Dudony e ganha amplitude, por não acrescentar à lista de desastres econômicos mais uma empresa falida.
O acontecimento é bom para o conjunto da economia porque a Dudony estava em processo de recuperação judicial com dívida atualizada de R$ 95 milhões. Com a transação que ora ocorre os credores se tranquilizam. Eles estavam em grande parte presentes à assembleia que aprovou a venda e saudaram o negócio, por maioria. Agora a empresa se incorporará à rede de lojas Baú e adotará esse nome. Resolve-se assim uma questão empresarial e também um dilema social, porque a iminência de quebra estava preocupando a vasta legião de empregados e seus dependentes. A marca Dudony permanecerá com a Distribuidora Maringá de Eletrodomésticos e a Markoeletro Comércio de Eletrodomésticos, que continuam como empresas atacadistas. A Dudony tinha duas décadas de existência e havia se convertido na maior rede varejista em seu setor no Paraná. A atividade da rede, agora em outras mãos, continuará sem interrupção.
Os aspectos positivos dessa transação são inúmeros, porque o eventual fechamento da rede causaria um baque no ânimo empresarial paranaense, com reflexos em todo o País e sempre provocando pessimismo em cadeia. Salva-se o negócio, salvam-se os empregos, salvam-se os credores e, se alguns arranhões sempre ficam, o resultado final foi bom. Porque o que tem a ver com um grupo privado forte tem a ver com toda a economia e com a população. Não só evitou- se uma crise como manteve-se o clima de confiança.

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