As taxas medem que o mercado de trabalho está melhorando, conforme as informações mais recentes do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta quinta-feira, pelo Ministério da Economia. É sempre uma boa notícia os sinais de um processo de melhora dentro de um triste cenário que engloba 13 milhões de desempregados.

Segundo os dados do Caged, o País criou 48.436 empregos com carteira assinada no mês passado, o melhor junho em seis anos. O saldo de junho é resultado de 1,246 milhão de admissões e 1,199 milhão de demissões. Desde 2013, é o melhor resultado. Naquele ano foram criadas 123.836 vagas no sexto mês do ano. Em junho de 2018, houve fechamento líquido de 661 vagas na série sem ajustes. No acumulado do primeiro semestre de 2019, o saldo do Caged foi positivo em 408.500 vagas, o melhor desempenho para o período desde 2014, quando a abertura de vagas chegou a 588.671, na série com ajustes. Em 12 meses até junho, houve abertura de 524.931 postos de trabalho.

O setor de serviços puxou o resultado positivo, com a criação de 23.020 postos formais, seguido pela agropecuária, que abriu 22.702 vagas de trabalho. A construção civil contribuiu para o bolo, com 13.136 postos, seguidos de serviços industriais de utilidade pública, com 2.525 postos, extração mineral, 565 postos e administração pública, 483 vagas. A indústria de transformação fechou 10.988 vagas em junho, enquanto o comércio teve fechamento líquido de 3.007 vagas no mês.

Há um outro número importante que aponta para um movimento de recuperação da qualidade do emprego, pois o salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada teve alta real de 1,57% no mês passado em relação ao mês de 2018, passando para R$ 1.606,62. Na comparação com maio, houve alta de 1,42%.

O Caged também apontou que a criação líquida de 10.177 empregos com contrato intermitente em junho foi o maior volume desde que a modalidade foi criada. Houve ainda a abertura de outras 1.427 vagas pelo sistema de jornada parcial. São duas novas modalidades criadas pela reforma trabalhista.

O desemprego é um grande problema econômico que se mostra também em um grave problema social. Certamente, é a parte mais cruel da recessão. Porém, se o resultado positivo de junho representa uma melhora da economia, espera-se que o Brasil finalmente saia da inércia e tenha condições necessárias para superar definitivamente a crise.

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