Um mês para falar sobre suicídio
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terça-feira, 10 de setembro de 2019
Folha de Londrina 
O tema é delicado e mesmo considerado um tabu por muitas pessoas, ele precisa ser discutido. O suicídio vem chamando atenção e nesta segunda-feira (9), a OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgou um relatório alertando para a necessidade dos governantes mundiais criarem estratégias com medidas preventivas para ajudar a população a enfrentar o problema. Segundo a organização, uma pessoa se suicida a cada 40 segundos no mundo.
O relatório da OMS foi divulgado na véspera do Dia Mundial para a Prevenção ao Suicídio, que é lembrado nesta terça-feira (10). O Brasil tem o mês de setembro todo para marcar a discussão sobre a importância de prevenção ao suicídio. O Setembro Amarelo foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), em parceria com o CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). A escolha da cor amarela é justamente porque ela representa sol, luz e vida, simbolismo que a campanha pretende passar e que estará refletido em muitos monumentos importantes do País.
Estresse, depressão, isolamento são alguns pontos que precisam de atenção. São problemas muitas vezes silenciosos, que causam grande sofrimento para quem é afetado, mas que podem passar desapercebidos por familiares, amigos ou colegas de trabalho.
Na edição desta terça-feira (10), a FOLHA traz reportagem mostrando que após sete meses da tragédia de Brumadinho, a ruptura da represa de rejeitos de minério de ferro continua afetando muito a população da cidade mineira. Números da Secretaria Municipal da Saúde mostraram aumento de suicídios e tentativas no município, principalmente entre mulheres.
No primeiro semestre de 2019 foram registradas 39 tentativas de suicídio na cidade (11 entre homens e 28 entre mulheres), 9 a mais do que no mesmo período do ano passado - uma alta de 30%. Em relação aos suicídios, o número passou de um, em 2018, para 3 este ano. São pessoas que perderam filhos, maridos, esposas e amigos. Especialistas enxergam no trauma psicológico sofrido pelos moradores de Brumadinho uma grande semelhança com o abalo emocional que costuma atingir populações de países acometidos por guerras. É uma situação de sofrimento que precisa de muita atenção e cuidado. Segundo a OMS, 9 em cada 10 mortes por suicídio podem ser evitadas. Para tanto, é preciso falar sobre suicídio de uma forma correta, dando segurança para que as pessoas que passam por momentos difíceis consigam pedir ajuda a amigos, familiares ou para um profissional da área de saúde. Por parte dos governos, também é preciso definir ações. Entre elas, aumentar o investimento em saúde mental e facilitar o acesso da população a esses serviços.
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