O mundo foi surpreendido com a notícia, no amanhecer de 21 de abril, da morte do papa Francisco, aos 88 anos, no Vaticano. Embora, o pontífice estava vindo de uma longa internação hospitalar em decorrência de problemas respiratórios, a presença dele na Praça São Pedro, no domingo de Páscoa, véspera do falecimento, trouxe esperança para os católicos que imaginaram que o estado de saúde de Jorge Mario Bergoglio estava em boa recuperação.

Primeiro ele deu uma volta pela multidão, saudando os presentes e, depois, do balcão da Basílica de São Pedro, concedeu a benção Urbi et Obi no dia de Páscoa, a última do pontífice, que trabalhou até o derradeiro dia de sua vida.

O papa “do fim do mundo” nasceu em Buenos Aires. Foi o primeiro papa latino-americano e jesuíta da história e impôs um jeito muito diferente aos seus 12 anos de trabalho à frente da Igreja Católica. Desde o primeiro dia como Francisco, em 17 de março de 2013, da janela do apartamento papal que não chegou a ocupar por preferir os aposentos simples da Casa Santa Marta, Bergoglio deu o tom de sue papado em prol dos mais pobres. No dia do falecimento, em mensagem ao povo, o Vaticano chamou Francisco do “papa da misericórdia”.

O legado é imenso e importante. Muitos foram os temas trazidos por Francisco para o centro da Igreja, como o fortalecimento da presença das mulheres no Vaticano, o acolhimento da comunidade LGBTQIA+, a proteção ao meio ambiente, a posição firme e incondicional contra as guerras, a defesa dos imigrantes e refugiados e o incansável combate contra injustiças e desigualdades sociais.

Certamente, a grande preocupação de Francisco era com os pobres e por isso a escolha da Santa Sé em lembrá-lo como o “papa da misericórdia”. Foi uma das personalidades da história recente que mais quebrou barreiras, que aproximou pessoas e que trabalhou por um mundo mais justo, fraterno e melhor.

Nesta terça-feira (22), o Vaticano divulgou detalhes do funeral do papa Francisco, que acontecerá no sábado (26). Estão sendo aguardadas 500 mil pessoas, entre elas chefes de Estado como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos.

Desde segunda-feira, fiéis de vários países estão a caminho de Roma para dar o último adeus a Francisco. A visitação ao caixão com o corpo do pontífice, na basílica de São Pedro, começa na quarta-feira (23).

Hoje, muitos falam do sentimento de vazio que a partida de Francisco deixou. Mas o legado dele é muito maior, atemporal, principalmente quando lembramos dos exemplos de misericórdia, compaixão, fraternidade e prática de justiça.

Que a obra do papa Francisco possa inspirar muitas gerações!

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