A volta às aulas não significa apenas o retorno para a escola e para uma rotina de horários, cadernos, livros e apostilas. Estamos falando do desafio de retomar o cotidiano, a alegria de reencontrar colegas e professores, a expectativa pelo novo e, principalmente, reorganizar a vida com objetivos, metas e desafios. Isso vale tanto para estudantes quanto para seus familiares.

Nesta quinta-feira (5), 46 mil estudantes da rede municipal de ensino começam o ano letivo em Londrina, quando a prefeitura volta a mobilizar uma ampla estrutura administrativa para dar conta de atender 185 unidades de ensino, entre escolas, CMEIs e centros conveniados, evidenciando o peso que a educação básica tem na agenda pública do município.

A Secretaria Municipal de Educação começou há alguns dias a distribuir os kits de material escolar às instituições, para que cada uma faça as entregas aos seus alunos separadamente no primeiro dia de aula.

Foram investidos cerca de R$ 2,6 milhões na compra de cadernos (de linguagem, caligrafia, cartografia e quadriculado), canetas esferográficas e hidrográficas, pastas, blocos de desenho, gizes de cera, lápis de cor, estojos, massas de modelar, tintas guaches, tesouras, réguas, lápis grafite, colas brancas, borrachas, compassos, esquadros, transferidores e apontadores.

Mas, infelizmente, o engavetamento do Programa Cartão Material Escolar e a exclusão das mochilas da lista de itens fornecidos revelaram limitações administrativas que merecem atenção para o próximo ano.

Diversas unidades passaram por melhorias estruturais, além de limpeza, nos últimos dias, para melhor receber as crianças e funcionários. São 88 escolas, 33 CMEIs e 64 CEIs (Centros de Educação Infantil) filantrópicos conveniados com o órgão.

Unidades foram atendidas conforme suas necessidades específicas, que incluíram pintura, poda, reparos em telhados, ajustes na rede elétrica e hidráulica, instalação de parques infantis e dedetização.

Outro ponto relevante neste início de calendário escolar é a Operação Volta às Aulas, da CMTU, que leva educação no trânsito às comunidades escolares. Os dados de acidentes envolvendo crianças e adolescentes, embora apresentem queda recente, permanecem expressivos e justificam ações educativas e de fiscalização permanentes.

O foco da CMTU no horário de saída das escolas e a escolha de unidades a partir de critérios técnicos e demandas da população demonstram sensibilidade a um problema que vai além dos muros escolares.

Por fim, a formação de gestores e a organização das atividades pedagógicas antes do início das aulas, realizadas na semana passada pela prefeitura, reforçam que a qualidade do ensino depende não apenas de infraestrutura e materiais, mas também da capacitação profissional.

A FOLHA deseja uma feliz volta às aulas!

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