A isenção do IPI na primeira transação de móveis - da indústria para o atacado - também beneficia o consumidor. A medida anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, terá impacto imediato na geração de empregos. O ministro também anunciou a desoneração da construção civil.
São beneficiados dois setores que dão respostas rápidas na geração de trabalho, eis o ponto mais importante da medida. O IPI para móveis de madeira cairá de 5% para zero. Será zerado também o imposto incidente sobre os móveis de plástico, aço, ratan e painéis de madeira. Medidas entram em vigor no início do ano.
Os valores da renúncia fiscal são baixos perto dos benefícios da redução do tributo. O Paraná que tem um parque moveleiro forte é um dos Estados que mais se beneficiarão com a redução ou isenção desses impostos. Ao repassar o benefício para o consumidor a indústria vai vender mais e faturar mais.
Mantega também confirmou que os materiais de construção continuarão a ser isentos de IPI por mais seis meses. Dessa forma, o benefício que terminaria agora, será prorrogado até o fim de junho de 2010. Entre os itens que serão beneficiados pela medida estão o cimento, vergalhões, argamassa, tinta, revestimentos e itens para banheiro.
A ideia da medida é dar impulso ao setor que poderá contar com preços mais baixos. O governo viu que ao reduzir o IPI sobre os carros, a indústria não só conseguiu ''desovar'' seus estoques como retomou a produção e teve que contratar mais trabalhadores.
Essas isenções isoladas - mesmo assim de grande alcançe social e força para movimentar a economia - poderiam funcionar como plano piloto. Com base nos seus resultados, o governo abriria mão de tantos outros tributos, reduzindo a carga tributária - a mais cara do mundo.
O dinheiro que não é recolhido pelo governo (para sustentar uma máquina burocrática esbanjadora) acaba pulverizado na zona de produção beneficiando milhares de famílias ou será empregado em bons projetos de políticas públicas.

mockup