Um exemplo de contenção de gastos
Enquanto, em muitos municípios, os novos prefeitos ou os reeleitos criam novas Secretarias, e vereadores pensam até em instalar estação de televisão própria para transmitir suas sessões fantasias que só farão aumentar as despesas e conseqüentemente os impostos o novo prefeito de Ibiporã, Alberto Baccarim, chegou eliminando 7 das 12 Secretarias, estimando uma economia de R$ 100 mil em seis meses. A soma desse barateamento da administração pública, quando chegar aos R$ 500 mil, será destinada à compra de uma área para sediar a Zona Industrial um incentivo para atrair indústrias, gerar movimento financeiro e empregos. Só permanecem as Secretarias de Saúde, de Educação, de Administração, de Obras e de Finanças. Funcionários mais baratos cuidarão dos serviços pertinentes às Secretarias eliminadas. É de um pequeno município compreendido na Região Metropolitana de Londrina que vem este exemplo. Mais tarde as Secretarias extintas poderão ser recompostas, mas talvez isso não ocorra se o sistema de economia der certo. De qualquer modo, é um passo para racionalizar serviços, diminuir encargos e direcionar para fins produtivos a economia daí advinda. Afora essa medida, os titulares dos cargos de confiança foram convocados a apresentar um plano de contenção de gastos, nas suas áreas. Dessa forma o prefeito atribui responsabilidade aos seus auxiliares, e assim os valoriza, sem a pretensão de ser o centralizador de todos os pormenores da administração. Ele, que era vice do prefeito anterior, quer eliminar o que considera secundário face a questões mais urgentes. No parque industrial planejado, pelo menos três indústrias se instalarão imediatamente, segundo o prefeito, e com certeza ampliando vagas de trabalho. Sabe-se que um trabalhador com renda é um agente gerador de mais renda. É de forma inteligente que se alavanca o desenvolvimento, e não queimando dinheiro aleatoriamente, como ocorre em todas as esferas da administração pública, desde Brasília até as mais remotas subprefeituras. O caso de Ibiporã é apenas um tênue farol no oceano da gastança que impera na estrutura governamental, mas um exemplo de bom senso, que ainda existe aqui e acolá. A economia para o desenvolvimento, como faz o novo prefeito, representaria um salto saneador se adotado em todo o Brasil. Mais gastos para manutenção do pesado sistema governamental significa aumento de impostos, porque essa conta precisa ser paga. Com a diminuição da carga tributária, mais dinheiro gira no círculo da cadeia produtiva, o que, na extensão, gerará mais arrecadação tributária, face ao aumento da produção. Uma sábia estratégia que os governantes e os vorazes aumentadores e criadores de impostos ainda não descobriram. Se cada prefeito e cada novo corpo legislativo municipal optarem por gastar menos do que antes (e nem pensar em gastar mais!), o Brasil dará um grande passo de melhoria e os governantes passarão a ter mais credibilidade e mais respeito no seio do povo. É por meio de muitas e às vezes pequenas providências que se economiza dinheiro público, sem sacrifício das obras e serviços essenciais naturalmente se houver competência gerencial, espírito público, boa vontade e responsabilidade.





