Um dia que fica na história
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sexta-feira, 08 de janeiro de 2021
Folha de Londrina 
O dia 6 de janeiro de 2020 vai ficar marcado na história dos Estados Unidos, considerados a maior democracia do mundo. Nesta data, partidários do presidente Donald Trump invadiram o Capitólio para tentar impedir a sessão de reconhecimento da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais.
A invasão aconteceu poucos minutos depois de o próprio Trump, durante manifestação na capital do país, Washington, insuflar ativistas a se dirigirem até a sede do Legislativo.
Em cenas nunca antes imaginadas, parlamentares ficaram acuados, e a violência tomou conta do local. Ativistas que alternavam dois tipos de cobertura facial, máscaras contra a Covid-19 e bonés "Make America Great Again", mancharam a imagem de guardiã da democracia sempre reivindicada pela nação americana. Jornalistas e assessores disseram ter sentido cheiro de fumaça dentro do prédio.
Quatro pessoas morreram no Capitólio e nos arredores, durante o confronto entre extremistas e seguranças. A confirmação dos votos do Colégio Eleitoral pelo Congresso era a última etapa processual antes da posse de Biden. Mais de 50 pessoas foram presas durante os tumultos.
Na manhã desta quinta-feira (7), Trump amenizou o tom e afirmou que "haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro", o dia em que ele deverá deixar a Casa Branca, apesar de ainda afirmar que discorda do resultado das eleições de novembro.
A escalada da violência, no entanto, isolou Trump até dentro do Partido Republicano. Membros de seu governo, congressistas da oposição e organizações empresariais chegaram a discutir medidas para retirá-lo do poder antes do término de seu mandato.
O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou que as contas de Trump na plataforma e no Instagram serão banidas pelo menos durante as duas semanas até a posse de Biden.
Os atos no Capitólio repercutiram no mundo todo. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o “problema” nos EUA ocorreu por conta da falta de confiança nas eleições. Afirmou ainda que, no Brasil, "se tivermos voto eletrônico" em 2022, "vai ser a mesma coisa". A declaração é preocupante, uma vez que o mandatário da nação deveria defender a democracia do País e não insuflar a desconfiança e a violência, independentemente de quem ganha e quem perde nas urnas.
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