Terminou, nesta quarta-feira (6), o prazo para que cidadãos regularizassem sua situação junto à Justiça Eleitoral do Brasil e garantissem o direito básico de votar. Com vistas às eleições de 2026, foi o último chamado para o exercício pleno da cidadania. Quem não atualizou a situação ficará impossibilitado de votar no pleito, cujo primeiro turno será no dia 4 de outubro.

Como era esperado, os últimos dias de atendimento nas unidades da Justiça Eleitoral foram bastante movimentados, sendo que em muitos locais o horário foi estendido. Na quarta-feira (6), no Fórum Eleitoral de Londrina, havia uma longa fila de pessoas que deixaram para a última hora para fazer a regularização do título ou buscar algum serviço.

Em entrevista à FOLHA, o juiz eleitoral Leonardo Delfino Cesar disse que a procura pelas regularizações cresceu nos últimos dias em Londrina. No feriado do Dia do Trabalhador e no fim de semana, foram mais de 1,7 mil pessoas atendidas. Na segunda (4), o número superou 900 atendimentos e, na terça (5), chegou à casa de 1,2 mil pessoas atendidas.

A tendência é que o número desta quarta-feira seja recorde. Até as 16h30, 811 pessoas haviam sido atendidas em Londrina. Quem estivesse na fila até as 18h tinha a garantia de atendimento, que deveria seguir noite adentro, como ocorreu em anos anteriores.

Chamou a atenção da Justiça Eleitoral de Londrina a procura de jovens para a realização do título pensando em votar pela primeira vez. “Nossa intenção, nosso desejo, é que a juventude participe do processo de escolha, do processo democrático através do voto. Quanto maior a participação do jovem, melhor para a Justiça Eleitoral”, frisou o magistrado.

A tendência é que Londrina se aproxime ou até supere a marca de 400 mil eleitores com os atendimentos consolidados nesta quarta-feira. Segundo o juiz eleitoral, ainda há espaço para crescimento do eleitorado londrinense.

“Londrina tem cerca de 66% da sua população como eleitor apto. O ideal é que seja um pouco maior, na casa dos 70%, que é o índice de Curitiba. Eu acho que nós precisamos convocar a população nos próximos pleitos e incentivar, insistir nessa convocação dos jovens e de todos os eleitores para efetivamente participarem do processo eleitoral”, reforçou o magistrado.

Mais do que um dever legal, votar é um gesto de pertencimento. É a forma mais direta de influenciar os rumos de uma cidade, de um estado, de um país. Em tempos de descrença na política, a resposta não pode ser o afastamento, mas a participação consciente.

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