Na próxima sexta-feira estaremos comemorando a Independência do Brasil, feriado nacional. E como 8 de setembro é o Dia da Padroeira de Curitiba, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, os curitibanos terão um feriadão. O que fazer neste final de semana prolongado? Curtir o feriado em casa ou viajar.
Quem tem parentes em outras cidades ou simplesmente quer aproveitar a oportunidade para respirar outros ares, já decidiu o que fazer: ''Pegar a estrada.'' E ao optar por uma viagem, não importa se de ônibus ou de carro, todos querem trafegar em uma estrada que lhe permita chegar (e retornar) são e salvo ao seu destino.
O quesito segurança está implícito. O motorista sequer pensa na possibilidade de que algo desagradável possa acontecer no seu passeio, e por isso muitas vezes esquece de recomendações básicas, como a revisão do veículo, por exemplo.
Nas rodovias concedidas à iniciativa privada, segurança é um item fundamental. Todas são providas de pavimentação adequada, sinalização horizontal e vertical, inclusive noturna; atendimento de resgate com guincho; atendimento pré-hospitalar e demais serviços.
Antes de pegar a estrada, os usuários também podem acessar os sites das concessionárias para saber as condições de tráfego, mapa e pontos turísticos do trecho, entre outras informações.
Mas de nada adianta um carro em excelentes condições nem rodovias com toda infra-estrutura de segurança possível, se os motoristas não estiverem conscientes da responsabilidade assumida ao pegar o volante. Imprudência e excesso de velocidade são as maiores causas de acidentes nas estradas.
No feriado de Corpus Christi, em junho, o elevado número de acidentes, inclusive com mortes, nas estradas do Paraná, foram atribuídos pela Polícia Rodoviária à imprudência dos motoristas.
Segundo uma pesquisa feita pelo Ibope, entre 2 e 9 de agosto, por encomenda do Ministério dos Transportes, em Brasília, o consumo de bebidas alcoólicas é a principal causa de acidentes nas estradas brasileiras. A opinião é de 63% dos caminhoneiros que responderam à pesquisa.
Dados como estes preocupam. No nosso caso, que vivemos o dia-a-dia das estradas, essa é uma questão que tem merecido destaque, e de difícil solução. As concessionárias têm buscado ampliar a segurança nas estradas e isso tem ajudado, mas o problema não é só delas, é também da sociedade.
Nós temos feito a nossa parte, seja visando evitar acidentes ou socorrendo vítimas. As concessionárias também realizam ações e campanhas de conscientização, através da fixação de faixas ao longo das rodovias, chamando os motoristas a proteger a vida. Mas é importante que as pessoas se conscientizem dessa necessidade.
Dirigir com cautela, respeitar a sinalização, especialmente os avisos de limite de velocidade; não consumir bebidas alcoólicas e não dirigir cansado são condições básicas ao pegar a estrada. E isso custa muito pouco se comparado aos transtornos decorrentes de um acidente.
As equipes de socorro a vítimas trabalham nas rodovias concedidas para executar essa função, mas seria bem melhor que não precisassem entrar em atividade. Uma boa viagem depende muito mais do nosso bom senso.


- JOÃO CHIMINAZZO NETO é diretor executivo da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR/PR), em Curitiba

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