Entre as medidas de desoneração do material de construção a que mais exerce influência (positiva) sobre o mercado é a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente em quase todos os itens. A manuteção da portaria de redução da alíquota (e não isenção integral como a televisão divulgou) é fundamental para manter o mercado aquecido. A redução do IPI é providencial pois acontece no momento em que o mercado sente iminente enfraquecimento e, assim, poderia entrar no ano novo um tanto arrefecido. Felizmente as previsões são otimistas para dezembro e início do ano que vem.
  A construção civil é o setor que gera dinheiro rapidamente. Gera e distribui porque emprega muita gente. A função social da cadeia é ampla. A informação ontem era de que a indústria de material de construção está otimista com as expectativas de vendas no mercado interno durante o mês de dezembro. Pesquisa da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), divulgada ontem à tarde, mostra que 75% das empresas apontam para um cenário ‘‘bom’’ no período, enquanto 20% responderam ‘‘regular’’ e 5% estão pessimistas.
  O levantamento foi feito na semana passada, antes de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciar a prorrogação das desonerações a materiais de construção civil por mais um ano, a contar a partir de 1º de janeiro. Entre os benefícios está a redução do IPI. A extensão do benefício entra em vigor a partir de janeiro e valerá até o fim do ano que vem. No discurso, o ministro afirmou que o governo ainda estudará propostas de mudanças no PIS e Cofins, além da inclusão de mais setores na medida.
  O ambiente favorável abre caminho para expansão do segmento. Segundo o estudo, divulgado ontem pela Folhapress, 76% das indústrias de materiais informaram que pretendem investir nos próximos 12 meses. Houve aumento em relação a outubro, cuja pretensão de investimentos foi de 73%. Em novembro do ano passado, a pretensão era de 60%.

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