Hoje é um dia muito importante para nós, londrinenses: a Cidade Industrial de Londrina está completando um ano de existência. Projeto de extrema relevância para o município, é o maior parque industrial do interior do Estado. São 400 alqueires - o equivalente a 900 campos de futebol!
Não tanto pelo seu tamanho, e mais por sua importância econômica, a Cidade Industrial é um marco na história do município. Londrina, que já passou por momentos importantes e convive com constantes transformações, como o ciclo do café - nosso eterno ‘‘ouro verde’’ - e a fase da prestação de serviço, agora vivencia o providente ciclo da industrialização. Providente porque a atual administração municipal é quem se arriscou, através de uma bem elaborada política agressiva para a atração de novos investimentos, a enveredar por um caminho que normalmente envolve altos investimentos.
Mas tudo tem seu preço - e para nós, felizmente, o custo é positivo. Há pelo menos quatro anos o Brasil sofre de um grande mal: o aumento do desemprego. Poder anunciar a vinda de grandes indústrias (e seus empregos) é, portanto, um privilégio de poucos.
Daí a importância da nossa Cidade Industrial. Ali já podemos ver, literalmente, grandes obras de grandes empresas. Grandes em investimentos e em espaço físico, mas acima de tudo grandes em absorção de mão-de-obra.
Desde 15 de março do ano passado começamos a ‘‘plantar’’ indústrias nas terras da Cidade Industrial. Primeiro veio a Dixie Toga, com investimentos de US$ 40 milhões na construção de duas unidades industriais e geração de mais de 400 empregos. Depois veio a ampliação da nossa orgulhosa Herbitécnica, empresa genuinamente londrinense que adquiriu 50 mil metros quadrados para investir US$ 10 milhões e oferecer cerca de cem empregos. Em seguida chegou a Beta-Sul, uma metalúrgica que está investindo US$ 90 milhões e empregará 1.200 pessoas a partir de setembro.
A Cidade Industrial não parou por aí. Em novembro do ano passado anunciamos a vinda de uma das dez maiores produtoras de pneus do mundo: a coreana Kumho Tyres, que vai aplicar US$ 160 milhões e oferecer 1.500 postos de trabalho quando começar a operar, dentro de 30 meses. No mês seguinte foi a vez, de novo, da Dixie Toga, que manifestou o interesse de construir uma terceira fábrica do grupo na cidade - um aporte de US$ 70 milhões e mais 600 empregos à vista. Recentemente pudemos concretizar o projeto da empresa, conseguindo o importante apoio do governador Jaime Lerner para o empreendimento, que ficará pronto em setembro.
E o surgimento de novas empresas não vai parar. Nossa expectativa é de que ainda este ano poderemos anunciar novos projetos, sempre com dois únicos objetivos: o desenvolvimento da economia e o progresso social, com a consequente oferta de empregos, já que Londrina possui mão-de-obra suficiente para ser absorvida.
Costumamos dizer por aí que a Cidade Industrial, em apenas um ano, nos trouxe bastante sorte. Mas mesmo a sorte não vem por acaso. Nosso novo complexo industrial possui ótima infra-estrutura. Já é atendido por ferrovia, pela rodovia BR-369 e futuramente pelas perimetrais Norte e Leste. Também terá uma linha do poliduto - veias por onde correrão os combustíveis necessários para movimentar as fábricas.
Para dar um toque ‘‘magistral’’ a tudo isso, temos à mão um projeto do renomado arquiteto Jorge Wilheim, que inclusive já foi consultor da ONU. O projeto arquitetônico da Cidade Industrial, denominado de masterplan, é o que há de mais belo e funcional em termos de parque industrial. Wilheim projetou o local com vida e sem o ‘‘soturnismo’’ que normalmente encontramos em localidades do gênero.
A planta prevê, além de detalhes técnicos, uma série de benfeitorias para valorizar e humanizar toda a área, inclusive com equipamentos de serviços e instalações institucionais, entre outras estruturas urbanas. Delimita, também, áreas de preservação ambiental (criação de lagos) e os sistemas viários.
Pelo interesse da comunidade e pelo desenvolvimento da economia é que a administração municipal vê esse novo e prestigiado distrito industrial como pivô do progresso do município. A comemorada Cidade Industrial faz aniversário, mas quem ganhou o presente foram os londrinenses.

mockup