O alerta do Juiz corregedor de Catanduvas, Nivaldo Brunoni, é algo tão grave que exige uma posição imediata do governo. Se isto não ocorrer, a sociedade tem que se posicionar. Afinal, temos direito à seguraça, ou as autoridades vão capitular diante do primeiro discurso em favor do ‘‘politicamente correto?’’ E estrutura policial: fará sobrepor seu lado firme? Ou tratará o assunto segundo sua banda amena - sintomaticamente amena?
  Mas, afinal, o que disse o juiz? De forma bem clara e direta diz que facções estão se estruturando. Entenda-se, por conclusão lógica e não apenas por inferência dedutiva, que essa estruturação ocorre com armas mais sofisticadas, comunicação rápida e eficaz. E mais: as facções estão se unindo; não haverá mais facções rivais. Logo, os inimigos delas (na verdade, seu alvo) serão a sociedade e a banda da Polícia que tem o compromisso de defender a população.
  Está claro? O juiz dá um recado, na entrevista ao repórter Luciano Augusto, quando diz: ‘‘O Estado precisa adotar legislação mais enér-gica’’. Por Estado entenda-se também o governo federal.
  Quem avisa não é nenhum político. Nivaldo Brunoni é titular da 3ªVara Criminal da Justiça Federal em Curitiba. Como diz o texto de Augusto, é o homem que decide o destino dos 200 presos de alta periculosidade que ocupam a Penitenciária Federal de Catanduvas (Oeste do Estado), unidade de segurança máxima onde estão 26 acusados de envolvimento nos ataques praticados em novembro contra população, veículos e polícias do Rio de Janeiro.
  Para o juiz, os crimes praticados por facções criminosas são equivalentes às ações feitas por terroristas em outros países e o País precisa de leis específicas para enquadrar e punir com mais rigor estes criminosos. A hora é agora, o Estado está atrasado. A operação no morro Cruzeiro e Complexo Alemão, mostrou que quando o governo quer, pode. E desmentiu que a população da favela se alinhou ao tráfico. Setores do governo sim.

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