O ano de 2003 chegou sob o prisma da esperança e da mudança. Foram essas as palavras mais ditas e comentadas nos últimos dias. Não sem sentido. Com as posses do novo presidente da República e do novo governador do Estado, os brasileiros e paranaenses estão depositando em seus novos dirigentes a esperança de que mudanças e transformações sociais sejam realizadas, para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar da nossa sofrida população.
Mas não existem transformação e mudança se não houver participação, diálogo, despreendimento e muito trabalho. Cada um fazendo a sua parte. A sociedade precisa participar dessas mudanças. Nós, da nova direção central da Universidade Estadual de Maringá (UEM), também estamos imbuídos num processo de transformação da UEM em uma universidade cada vez melhor, mais democrática, transparente e que a comunidade possa participar dos seus destinos. Em 2003 trabalharemos para realizar alguns projetos que terão significativo alcance social.
Em primeiro lugar, vamos colocar em funcionamento a nova ala do Hospital Universitário. Nesta ala, com 2.684 metros quadrados de construção, colocaremos em funcionamento mais dez leitos de UTI, sendo quatro leitos adultos e seis leitos neo-natal. Além disso, o Pronto Atendimento do hospital será remanejado para o novo espaço, proporcionando melhores condições de atendimento aos pacientes e melhores condições de trabalho para médicos, enfermeiros e pessoal administrativo.
Um segundo projeto a ser desenvolvido será o preenchimento das vagas ociosas dos cursos de graduação da UEM, através de um processo de seleção de transferências externas. Atualmente a UEM tem, aproximadamente, 700 vagas ociosas.
Um terceiro projeto é a mudança no sistema de vestibular. A UEM detém um know-how invejável no processo de idealização, realização e aplicação de concursos vestibulares. Hoje o sistema da UEM é um dos melhores do País, tanto nos aspectos pedagógicos, como administrativos e de segurança. Porém, a universidade precisa estar aberta às novas possibilidades de ingresso, como por exemplo o Enem e a avaliação continuada do ensino médio.
Um quarto projeto é a nossa inserção na comunidade. Em nossa cidade e região já existem o Conselho de Desenvolvimento de Maringá (Codem) e o Instituto de Desenvolvimento Regional (IDR), onde a UEM tem participado privilegiadamente e vem contribuindo significativamente com esse processo de desenvolvimento da comunidade local e regional. Agora queremos inverter a direção. Queremos que a comunidade possa participar da vida da UEM, contribuindo com os destinos da nossa instituição e ajudando aprimorá-la. Nesse sentido estamos discutindo a formação de um conselho consultivo, integrado por membros da UEM, da comunidade empresarial, de trabalhadores e da sociedade civil organizada, com o intuito de aprimorar o relacionamento universidade-sociedade.
ANGELO PRIORI é doutor em História e reitor em exercício da Universidade Estadual de Maringá (UEM)

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