A autorização para criação dos cursos de geologia e fonoaudiologia pela UEL (Universidade Estadual de Londrina) já para o próximo ano é uma conquista e uma mostra de que a maior instituição pública estadual de ensino superior do Paraná está buscando renovar suas estruturas e seus cursos para acompanhar as transformações da sociedade e as novas demandas do mercado de trabalho.

Novas tecnologias, transformações econômicas, mudanças demográficas e ambientais e o surgimento de novas profissões pedem instituições de ensino que possam se adaptar, como a UEL. Claro, que essa visão não significa transformar as universidades em simples fornecedora de mão de obra para o mercado, deixando para trás sua função de produzir conhecimento e ajudar a formar cidadãos.

O anúncio da autorização para abertura das vagas para os dois novos cursos foi feito nesta sexta-feira (21), pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, e pela reitora Andrea Name.

Segundo a reitora, como as inscrições para o Vestibular 2027 já foram encerradas, a UEL estuda a possibilidade de reabrir as inscrições somente para os dois cursos. Outra possibilidade é fazer a seleção via Sisu (Sistema de Seleção Unificada) ou Aprova Paraná Universidades (programa que reserva vagas de graduação nas instituições estaduais para estudantes da rede pública).

A duração dos cursos será de cinco anos e as aulas acontecerão no período matutino. A primeira turma de geologia terá 20 vagas e a de fonoaudiologia ofertará 30 vagas. A criação do curso de geologia havia sido aprovada pela UEL em julho de 2025 e aguardava a deliberação do governo do Estado. Em agosto do mesmo ano a universidade aprovou fonoaudiologia e também aguardava autorização da Seti.

Geologia e fonoaudiologia chegam à UEL em áreas que apresentam demandas importantes. O primeiro está relacionado a questões estratégicas como recursos minerais, energia, água, meio ambiente, obras de infraestrutura e prevenção de riscos naturais. O segundo dialoga diretamente com uma área igualmente essencial: a saúde. O envelhecimento da população e os avanços na medicina tornam cada vez mais importante a formação de profissionais especializados em comunicação, linguagem, voz e audição.

A ampliação da oferta de cursos e vagas também reforça o papel estratégico das universidades públicas no desenvolvimento regional, produzindo conhecimento, estimulando a inovação, prestando serviços à comunidade, contribuindo para a solução de problemas locais e formando mão de obra para o mercado de trabalho.

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