UEL discute distribuição dos reajustes salariais
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quarta-feira, 13 de março de 2002
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
O Conselho Universitário (CU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) se reuniu ontem à noite para discutir a distribuição dos reajustes salariais para docentes e servidores, relativos ao remanejamento do recurso de R$ 35 milhões das próprias universidades estaduais para complementar a folha de pagamento. Eles também tentariam avançar nos debates sobre a questão do voto paritário para eleição do próximo reitor da instituição.
A discussão sobre o reajuste ganhou corpo depois que as simulações sobre a nova folha de pagamento das seis universidades estaduais acusaram um excedentede R$ 3,575 milhões. Conforme o acordo, que encerrou a greve nas universidades estaduais, o reajuste seria de 50% para servidores com os menores salários e de 13,55% para aqueles que recebem os maiores salários. Pela manhã, houve uma primeira reunião sobre o assunto no Conselho Administrativo, mas as decisões foram adiadas para a noite.
Ao chegar à reunião, o reitor Pedro Gordan assegurou que o comando de greve, juntamente com os técnicos da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, haviam conseguido chegar a uma tabela que respeitava o limite de R$ 35 milhões estabelecido pelo governo do Estado. De acordo com o reitor, a nova tabela desconta o crescimento vegetativo das universidades e as expansões que houveram. Além disso, segundo o reitor, foi retirado também os reajustes concedidos aos plantonistas.
O professor da UEL e integrante do comando de greve, Kenedy Piau, explicou que os plantões feitos pelos servidores e docentes não poderiam ser reajustados porque não fazem parte do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) das universidades. O risco era de que os plantonistas fossem contemplados com dois reajustes: um sobre os salários e outros sobre os plantões.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM), segundo o professor, não incluiu os plantões na sua folha. Ele afirmou também que funcionários com funções gratificadas que exercem outras funções além da sua atividade principal também não poderiam ser contemplados com reajustes. Outro ponto é diminuir, linearmente, em 15% os repasses para essas funções e para os cargos comissionados.
Piau disse, porém, que uma posição definitiva sobre a tabela deve ser conhecida amanhã, após a reunião com reitores, comando de greve e técnicos da secretaria, em Curitiba. A intenção é encerrar as discussões sobre os reajustes até a próxima segunda-feira e levar a nova tabela para votação na Assembléia Legislativa.


