O Conselho Universitário (CU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) se reuniu ontem à noite para discutir a distribuição dos reajustes salariais para docentes e servidores, relativos ao remanejamento do recurso de R$ 35 milhões das próprias universidades estaduais para complementar a folha de pagamento. Eles também tentariam avançar nos debates sobre a questão do voto paritário para eleição do próximo reitor da instituição.
A discussão sobre o reajuste ganhou corpo depois que as simulações sobre a nova folha de pagamento das seis universidades estaduais acusaram um excedentede R$ 3,575 milhões. Conforme o acordo, que encerrou a greve nas universidades estaduais, o reajuste seria de 50% para servidores com os menores salários e de 13,55% para aqueles que recebem os maiores salários. Pela manhã, houve uma primeira reunião sobre o assunto no Conselho Administrativo, mas as decisões foram adiadas para a noite.
Ao chegar à reunião, o reitor Pedro Gordan assegurou que o comando de greve, juntamente com os técnicos da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, haviam conseguido chegar a uma tabela que respeitava o limite de R$ 35 milhões estabelecido pelo governo do Estado. De acordo com o reitor, a nova tabela desconta o crescimento vegetativo das universidades e as expansões que houveram. Além disso, segundo o reitor, foi retirado também os reajustes concedidos aos plantonistas.
O professor da UEL e integrante do comando de greve, Kenedy Piau, explicou que os plantões feitos pelos servidores e docentes não poderiam ser reajustados porque não fazem parte do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) das universidades. O risco era de que os plantonistas fossem contemplados com dois reajustes: um sobre os salários e outros sobre os plantões.
A Universidade Estadual de Maringá (UEM), segundo o professor, não incluiu os plantões na sua folha. Ele afirmou também que funcionários com funções gratificadas – que exercem outras funções além da sua atividade principal – também não poderiam ser contemplados com reajustes. Outro ponto é diminuir, linearmente, em 15% os repasses para essas funções e para os cargos comissionados.
Piau disse, porém, que uma posição definitiva sobre a tabela deve ser conhecida amanhã, após a reunião com reitores, comando de greve e técnicos da secretaria, em Curitiba. A intenção é encerrar as discussões sobre os reajustes até a próxima segunda-feira e levar a nova tabela para votação na Assembléia Legislativa.

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