UEL começa a cortar os salários
O reitor da Universidade Estadual de Londrina, Pedro Gordan, determinou o recolhimento do registro de comparecimento ao trabalho no HU, para calcular o valor dos salários dos servidores. O desconto dos dias parados não atinge os demais grevistas da universidade porque uma liminar do Tribunal Regional Federal considerou legal a greve na UEL. No caso do HU, o reitor baixou um ato executivo no dia 23 de janeiro, logo após a Justiça estadual ter determinado a reabertura do Hospital Universitário e do Hospital de Clínicas. A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Saúde, Ana Maria Cruz, ficou revoltada com a decisão de cortar os salários, disse que a entidade vai recorrer em todas as instâncias e questionou: E os servidores do campus, e os docentes? O tratamento de isonomia não irá valer dessa vez? O clima pode ficar ainda mais acirrado se o governador Jaime Lerner (PFL) realmente suspender os repasses de recursos à UEL enquanto durar a greve, que completa 161 dias hoje.
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