O crescimento dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil, que alcançou o maior patamar da série histórica, mostra que o turismo pode, cada vez mais, assumir um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país.

O recorde de R$ 25 bilhões gastos por turistas internacionais no Brasil entre janeiro e maio deste ano é um indicativo de que o país possui um ativo econômico ainda subaproveitado, capaz de gerar emprego, renda e desenvolvimento regional de forma relativamente rápida.

O crescimento de 11% nas despesas dos visitantes estrangeiros, aliado ao recorde de gastos no mês de maio e ao aumento da entrada de turistas internacionais, confirma que o Brasil está ocupando espaço relevante no mapa mundial do turismo.

Outro aspecto que chama atenção é o crescimento expressivo do número de turistas chineses após a isenção temporária de vistos. O aumento de 75% nas chegadas em maio demonstra que medidas de facilitação de entrada podem produzir resultados quase imediatos. Trata-se de uma experiência que poderá servir de referência para futuras políticas de atração de visitantes de mercados estratégicos.

Houve ainda aumento no fluxo de turistas estrangeiros para o país. Em maio, foi registrada a entrada de 486.262 visitantes internacionais, melhor desempenho da série histórica para o mês, com alta de 5,4% em relação a maio do ano passado (461.341 turistas). Os dados são do Ministério do Turismo e do Banco Central.

Na avaliação do presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, o crescimento do número de turistas estrangeiros e de gastos no Brasil é uma boa notícia para os bares, restaurantes e toda a cadeia do turismo, tanto nas cidades de negócios como nas cidades mais turísticas.

Solmucci informou que as vendas do setor de alimentação fora do lar, em maio deste ano, cresceram 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado “e o turismo, tanto o doméstico quanto o internacional, contribuiu sem dúvida para este resultado positivo".

O desafio agora é transformar o bom momento em uma política de Estado. Isso exige investimentos consistentes em infraestrutura, segurança, conectividade aérea, qualificação profissional, promoção internacional e preservação dos patrimônios natural e cultural. O turismo não pode depender apenas de campanhas pontuais ou da variação cambial para crescer.

Ao bater recordes de visitantes e de receitas, o Brasil demonstra que possui uma vocação capaz de movimentar mais investimentos, gerar empregos e distribuir renda.

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