O recorde histórico de turistas estrangeiros recebidos pelo Paraná em 2025 é um sinal evidente de que o Estado está no radar internacional e que o turismo, cada vez mais, consolida-se como um fator relevante de desenvolvimento econômico e social. Foram 1.064.416 visitantes de outros países ao longo do ano passado, superando o melhor desempenho anterior, de 2019, e contribuindo para que o Brasil também alcançasse marca inédita.

O marco histórico é uma conquista coletiva, que envolve políticas públicas, esforço do setor privado, promoção internacional e, principalmente, a qualidade e a beleza dos atrativos paranaenses.

Os dados sobre o turismo brasileiro foram divulgados pela Embratur e Ministério do Turismo, com dados da Polícia Federal, na terça-feira (6) e são mostrados em reportagem desta quinta-feira (8), na Folha de Londrina.

O Brasil também bateu recorde de turistas estrangeiros em 2025, com 9.287.196. O Paraná ficou na 4ª posição como portão de entrada do país, representando 11,46%. São Paulo liderou o ranking, com 2.753.869 visitantes internacionais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 2.196.443, e pelo Rio Grande do Sul, que recebeu 1.535.806 turistas ao longo do ano.

No Paraná, as Cataratas do Iguaçu seguem como símbolo maior dessa vocação. O Parque Nacional do Iguaçu alcançou seu próprio recorde de visitação, com mais de dois milhões de turistas, dos quais quase metade veio de outros países. É a natureza fazendo aquilo que o marketing não consegue sozinho: encantar os visitantes. Mas os resultados não se explicam apenas pelas belezas naturais. A ampliação de voos, a presença do Estado em feiras e eventos, parcerias estratégicas com operadores internacionais e o fortalecimento das conexões terrestres mostram que planejamento e investimento fazem diferença.

A maioria dos turistas estrangeiros que visitam o Paraná é de argentinos e paraguaios. Entre todos os meios (aéreo, terrestre, marítimo e fluvial), o Paraná é o segundo estado que mais recebe turistas estrangeiros pela fronteira terrestre, fruto da proximidade com dois países (Argentina e Paraguai).

A nova Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu, e a perspectiva de pleno funcionamento em 2026 ampliam esse potencial. Some-se a isso a expectativa de voo direto do Paraná para Portugal, abrindo ainda mais as portas para o mercado europeu. Tudo indica que o ciclo positivo pode se aprofundar, mas é preciso que o Estado e os municípios estejam preparados.

O aumento de visitantes precisa vir acompanhado de infraestrutura adequada, qualificação profissional, preservação ambiental, segurança pública e urbanismo acolhedor. O turismo cresce quando a experiência é boa do início ao fim, do aeroporto ou fronteira à hospedagem, do parque natural ao restaurante de bairro. Mais turistas significam mais renda e emprego.

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