Turismo e preservação ambiental
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segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Folha de Londrina 
O potencial turístico do Paraná, com seus atrativos naturais e culturais, ainda é pouco explorado. A única exceção é Foz do Iguaçu, segundo destino mais visitado do País. E é de lá o modelo que será adotado para impulsionar a visitação em outros parques do Estado. Na semana passada, o governo anunciou a concessão à iniciativa privada do Parque Estadual da Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
Pelo projeto, uma área pré-estabelecida do parque será delegada à iniciativa privada que, por sua vez, ficará responsável por investimentos na estrutura e pela sua manutenção. Além disso, deverá pagar outorga mensal para o Estado. Desta forma, ficará liberada para cobrar pela entrada, ingressos para atrativos, estacionamento e serviços como alimentação e lojas de conveniência.
Nos últimos anos, a entrada de visitantes na área dos monolitos só era autorizada com o acompanhamento de um guia. A justificativa da administração do parque era a alta incidência de vandalismo.Sem uma estrutura mais robusta de servidores estaduais, não foi possível impedir inscrições nas pedras e outras ações depredatórias. Diante deste cenário, avalia-se bem-vinda a concessão, desde que todos os cuidados sejam tomados.
Como lembram pesquisadores da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) procurados pela FOLHA, o Parque de Vila Velha já foi alvo de muitos excessos, como a instalação de um kartódromo e a extinção da população de peixes em uma das furnas onde funcionava um elevador panorâmico. Sendo assim, a concessão deve ser aplicada visando causar o menor impacto ambiental possível.
De acordo com o titular da Sedest (Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo), Márcio Nunes, existem 64 parques estaduais no Paraná e a intenção é fazer a concessão do maior número possível. Segundo ele, serão priorizados aqueles que já atraem visitantes e que não tenham pendências fundiárias. Na lista, aparecem como os próximos candidatos o Parque Estadual do Cerrado, em Jaguariaíva, nos Campos Gerais, única unidade de conservação do bioma no Sul do Brasil; Parque Estadual da Ilha do Mel, no Litoral; Parque Estadual do Monge, na Lapa (Região Metropolitana de Curitiba); e Parque Estadual do Guartelá, em Tibagi, nos Campos Gerais.
A criação de uma rede robusta de turismo impacta em mais empregos e economia fortalecida, tanto com a visitação de turistas de outros estados e até mesmo de outros países, como dos próprios paranaenses que, por falta de atrações estruturadas, seguem a deixar dinheiro nas praias catarinenses.
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