Trotes e educação
A aplicação de trotes telefônicos é uma prática antiga e, infelizmente ainda comum entre a população. Apesar de ser encarada como uma brincadeira, na maioria dos casos as consequências são graves e provocam sérios transtornos aos serviços públicos, principalmente às polícias e ao Corpo de Bombeiros serviços essenciais prestados à população.
O assunto é tão sério que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Londrina lançou o projeto Samuzinho, iniciativa modelo que pretende conscientizar crianças e adolescentes de escolas públicas e privadas sobre o serviço prestado. O objetivo é reduzir o número de trotes recebidos que, no ano passado, foram 3.304 ocorrências. Coincidência ou não, a quantidade de ligações aumenta durante o período de férias escolares.
A ideia é que ao conhecer o trabalho prestado pela equipe e a sua importância, o número de trotes seja reduzido automaticamente. É importante que crianças e adolescentes sejam conscientizados de que ao praticar esse ato pode prejudicar diretamente pessoas que precisam de ajuda, seja por meio do bloqueio das linhas telefônicas ou por deslocar viaturas para um outro local quando poderia atender uma ocorrência verdadeira.
Além disso, os pais também devem ser envolvidos. Os adultos devem passar valores às crianças e orientar contra a não aplicação de trotes contra órgãos públicos ou desconhecidos. Faz parte da cidadania e da educação de todo cidadão.
Além disso, vale destacar que aplicar trotes é crime tipificado no Código Penal. No artigo 266 consta como crime "interromper ou perturbar o serviço telefônico" com pena prevista de um a seis meses de prisão ou multa. Dificilmente uma pessoa permanecerá presa por aplicar um trote telefônico, mas multas ou prestação de serviços comunitários poderiam ser uma boa alternativa.





