Trote violento, amostra de brutalidade
O trote aos calouros já foi mais violento, inclusive com casos de morte, mas ainda assim é uma prática de brutalidade e mostra que ela está presente em todos os níveis sociais. No meio escolar, o bullyng (denominação dada à agressão física ou moral entre alunos do ensino fundamental e médio) é um ponto onde esse mau comportamento se inicia. Apontar a razão desse mal é tarefa complexa, mas os indicativos mais próximos são a índole de cada pessoa e a insuficiente orientação que recebe em casa, na escola e também na igreja os três pilares fortes de formação do indivíduo.
Por extensão, a sociedade como um todo é o cenário onde se forjam comportamentos, tendo a ver também com culturas arraigadas e práticas permissivas. Por estes dias, em Londrina e Curitiba houve trote de calouros, e aconteceram humilhações impostas aos novatos, mesmo com toda a vigilância e as proibições.
Também houve imposições civilizadas, como fazer o calouro assistir a conferências e visitar laboratórios de estudos, pintar a fachada da escola, doar sangue, arrecadar roupas e alimentos para entidades beneficentes e assim por diante. Este é o denominado trote solidário. Ninguém deve ser obrigado a expor o corpo para pinturas caricatas e até anti-higiênicas, com lama, deixar-se lambuzar com ovos (ademais porque é um alimento, em país onde muitos passam fome) e nem pedir dinheiro nas ruas. Em meio aos sensatos existem os violentos, e estes, se lhes for dada oportunidade, são capazes de cometer barbaridades. Por todas as formas o trote violento precisa ser contido e punido, tanto pelas escolas quanto pelos organismos legais. Não pode haver tolerância com a brutalidade, para dessa forma combater-se um hábito condenável e fazer-se que vá perdendo frequência.
Se o trote com requinte de sadismo deve ser combatido no recinto das faculdades e universidades, não deve ser permitido também nas ruas, cabendo ação policial. Porque pessoas são molestadas e execradas, e isto é agressão. Quando bens públicos são depredados coisa comum no Brasil quem o faz é punido se há flagrante ou testemunho. Pessoas são mais importantes que isso e devem ser protegidas ainda mais. Trotes têm mostrado facetas de violência. Esses jovens veteranos logo ingressarão no mercado de trabalho e poderão revelar-se maus profissionais, pela possibilidade de manterem idêntico desvio de comportamento.





