Trocar de emprego dá medo, mas o resultado pode ser bom
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segunda-feira, 04 de fevereiro de 2008
Thiago Nassif<br>Reportagem Local 
Imagine trabalhar no mesmo lugar por quatro anos, ter clientela e audiência cativas e, de repente, mudar de ares. Londrinense de 25 anos, João Henrique Fernandes é daqueles profissionais que não temem mudanças. Seja em Londrina, em São Paulo ou na Itália. ''Quando cheguei em São Paulo, pela primeira vez, fui trabalhar em uma loja na Oscar Freire. Tinha experiência no comércio, pois havia trabalhado quatro anos, no mesmo segmento, em Londrina. Logo, mudei de trabalho e comecei em uma agência de viagens corporativas como gerente de relacionamentos''.
O contato direto com diretores e gerentes de empresas gerou mais conhecimento para João Henrique. ''Algumas dessas empresas são listadas na Bovespa e, por conta disso, sempre falávamos sobre investimentos'', afirma o rapaz.
Atualmente trabalhando no mercado de capitais, João residiu na Itália, nos últimos meses. Profissão? Modelo. ''Foi uma experiência muito boa, tinha uma vontade enorme de morar fora. Não hesitei em acompanhar grupo de amigos que estavam indo trabalhar na Europa''.
A estada em Milão reservou trabalhos ao portfólio do londrinense. ''Foi muito bacana: na primeira agência que fui, entrei e logo fiz meu primeiro trabalho para uma marca inglesa. Com isso, consegui fazer mais algumas viagens pelo continente''.
Após a experiência em solo europeu, João - que já estava com saudades de sua mãe -, voltou a São Paulo. A carreira de modelo seguia em domínios tupiniquins. ''No intervalo dos castings ou em dias em que não tinha nada para fazer, ia a uma corretora de valores de amigos. Então, comecei a aprender o que é mercado financeiro''.
De volta a Londrina, o flerte com o universo regido por ações, renda variável e investimentos se converteu em sólida relação. ''Sempre fui fascinado pelo mercado corporativo. No mercado de ações, você estuda e acompanha as empresas. Com isso, você tem a visão geral de todos os setores e tem um acréscimo em sua vida pessoal''.
João ainda encontra tempo para uma terceira profissão. ''Já fui professor de capoeira há três anos e vou começar novamente a dar aula, em um projeto para crianças de uma creche de Londrina''.
Persistir, sempre
Aos 27 anos, Érica Moro Petrolini é graduada em Turismo e Hotelaria, com pós-graduação em Administração e Organização de Eventos. Já trabalhou como modelo, até recentemente trabalhava em uma loja de roupas e, nas próximas horas concilia as duas formações.
''O principal determinante para os empregos que tive foi a falta de oportunidade de trabalho em minha área. Sempre gostei de trabalhar, então resolvi diversificar para ver se me adaptava a outras profissões. Creio que fui bem-sucedida: gostei muito de trabalhar em shopping. Agora, surgiu a oportunidade de atuar em uma estância e não posso perder a oportunidade'', defende.
Para a empreitada na estância, voltada ao segmento de eventos, a popular ''Keka'' recorre a uma velha e eficiente tática: a agenda de contatos. ''Contatos nunca são demais''.
Outrora ''receosa'' com os desafios, Érica assume postura diferente. ''Além do novo trabalho, vou começar outra faculdade. Sei que quero muitas coisas, simultaneamente, mas, se antes criava obstáculos e desistia facilmente, hoje me adapto às mudanças sem maiores dificuldades'', destaca a profissional de eventos.


