Os cerca de 100 mil participantes que se despediram do Fórum Social Mundial (FSM) no último dia 28, terão ainda semanas de leitura e pesquisa sobre os mais variados temas sociais apresentados durante o evento. Isso devido às trocas de informações entre representantes dos 156 países e também aos inúmeros livros, revistas, folders, jornais, fanzines, relatórios ou simples informativos distribuídos gratuitamente.
Com 5.717 entidades de todo o mundo representadas no evento, a circulação de publicações alternativas ganhou espaço nos 12 centros que sediaram as atividades. Livros sobre Direitos Humanos e publicações pacifistas contra o conflito Israel-Palestina e contra a possível guerra EUA-Iraque foram os mais encontrados. Mas circularam também textos com temas específicos, como a independência do País Basco (Espanha), o pedido de libertação de cubanos presos nos Estados Unidos e ainda denúncias de campesinos oprimidos chilenos, indonésios, mexicanos e de outras partes do mundo.
O Fórum também serviu para os profissionais ligados à mídia mundial se conhecerem melhor e trocar informações sobre os mais variados assuntos. A estudante Rakelly Calliari Schacht, 20, fez parte da equipe que ajudou na cobertura do FSM para a Rádio Universidade FM, por meio do projeto de Ensino em Rádio da UEL. ''Colhemos muitas informações importantes nos bastidores'', salientou a estudante.

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