Tributação na folha de pagamento
O setor de Tecnologia da Informação (TI) brasileiro que projeta o portentoso faturamento anual de US$ 120 bilhões até 2020, tem uma reivindicação a fazer ao próximo governo: precisa desonerar os encargos sociais para poder continuar gerando empregos e atingir as metas de crescimento. A outra proposta refere-se a alterações na estrutura tributária das empresas de software e serviços em TI, que conjuntamente faturaram no ano passado US$ 61,9 bilhões.
A conclusão que chegam os pobres mortais do setor produtivo é que nem os que se situam na fronteira da moderna tecnologia - que geram muito, muito dinheiro - estão conseguindo suportar a carga tributária. Não é para menos, os encargos sobre a folha de pagamento, em torno de 36%, restringem o emprego formal nas empresas de TI, que são intensivas em mão de obra.
Para atingir as metas de crescimento, representantes das principais entidades de TI elaboraram um documento com reivindicações para os candidatos ao governo federal, Estados e Poder Legislativo. Conforme reportagem de Rodrigo Petry, a principal proposta refere-se a alterações na estrutura tributária das empresas de software e serviços em TI, que conjuntamente faturaram no ano passado US$ 61,9 bilhões.
O imposto em excesso além de elevar os custos das empresas - que é repassado aos usuários e clientes -, ainda causa um atraso no vanço da do conhecimento técnico via pessoal especializado. Exemplo? O déficit de profissionais em TI está atualmente em 71 mil pessoas, número este que poderá saltar para 200 mil até 2013. Para vencer o desafio de aumentar em 50% o peso relativo do setor de Tecnologia da Informação sobre o PIB, o País precisará de 750 mil novos profissionais. Atualmente, o setor emprega mais de 600 mil profissionais, com salários que podem atingir o dobro da média nacional, de acordo com o documento.
O setor é forte mas está bem pulverizado. Cerca de 94% das empresas estão enquadradas entre micros e pequenas, 5% como médias e apenas 1% como grandes. No caso das micro e pequenas, metade delas encerram suas atividades em menos de cinco anos, segundo os representantes do setor.





