Não. De nenhuma maneira. Concordar com a prorrogação de números de reeleições presidenciais significa, mais uma vez, alterar nossa Constituição, que já é uma ''colcha de retalhos'', ao arrepio da vontade do povo. Não importa o nome do ocupante do cargo, se tem popularidade em alta ou mesmo se há clamor popular.
Se eu tivesse, plenamente, o poder da caneta, jamais concordaria com tal modificação, pois ela significaria permitir, no futuro, a perpetuação do poder. Como cidadã comum que sou, posso, como faço agora, mobilizar as pessoas e, com isso, mobilizar os parlamentares que nos representam no sentido de votarem contra esse absurdo do terceiro mandato.
Não existem prós com a mudança da Constituição para atender aos interesses de poderosos e governantes. Só existem, em verdade, contras, pois tais atos ferem as instituições e causam insegurança jurídica, que é um dos piores males que uma sociedade pode viver.
De mais a mais, se o atual presidente entende que o povo lhe quer, que indique um sucessor e, depois de quatro anos, volte a concorrer, democraticamente, ao cargo.

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