Curitiba – Sudorese, tremedeira, taquicardia. O medo em excesso é chamado de fobia e pode ser considerado pânico quando a pessoa pensa que vai perder o controle e até morrer. A fobia, que é mais comum, pode ser tratada com psicoterapia, sem medicamentos. São quatro etapas, segundo a psicóloga Neuza Corassa, que em média levam seis meses para serem cumpridas.
A primeira parte do tratamento é destinada ao conhecimento dos medos e de seus mecanismos. Na segunda etapa, a psicoterapeuta trabalha com relaxamento muscular para neutralizar sintomas como a tremedeira. Associando a cena que causa a fobia com uma imagem prazeirosa ou música preferida do paciente, o paciente ‘‘aprende’’ a produzir endorfina que neutraliza a noradrenalina.
Na terceira fase, trabalha-se a hierarquia do foco fóbico, ou seja, tenta-se organizar a escala da ansiedade em várias situações. Neuza explica que aí entra o uso do simulador, no caso do medo de dirigir, para aproximar o paciente da situação que lhe causa fobia. Só na quarta etapa, o paciente é colocado em aproximação real com a situação fóbica.
Não há explicações definidas sobre as causas das fobias, segundo Neuza Corassa. Pode ser hereditária, por superproteção, estresse da vida moderna, traumas como morte ou separação e ainda alcoolismo ou drogas. No caso da fobia por dirigir, Neuza diz que uma pesquisa identificou que a maioria dos pacientes é de mulheres entre 30 e 45 anos, que tiveram uma educação machista, que não previa a tarefa de dirigir um carro.
O perfil das pessoas fóbicas contraria a própria auto-imagem delas. Em geral, são competentes, responsáveis, detalhistas, que têm a necessidade de controlar e dificuldade de receber críticas. Se preocupam com o olhar dos outros, são críticas, sensíveis, inteligentes e de elevada consciência social.
No caso das pessoas que têm ataques de pânico, a sensação de que vai morrer se exposta à situação fóbica é uma característica comum. O sentimento de vergonha, de perder o controle da situação, vendo tudo em câmera lenta e imaginando situações como uma ambulância chegando para socorrê-la, fazem parte dos 13 sintomas mais comuns aos pacientes. Muitas pessoas deixam de trabalhar e sair de casa, limitadas pelo pânico. Neste caso, o tratamento é feito com psiquiatra e medicamentos.

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