Os 80 mil usuários do transporte público de Londrina chegam ao final do ano com uma grande preocupação: quem vai operar o serviço na cidade a partir de 2019 e quanto isso vai custar. Na semana passada, a empresa responsável pela maior parte das 158 linhas, a TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) anunciou que não irá participar da licitação e que encerraria as atividades em 19 de janeiro, quando se encerra a atual licitação.

A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) foi avisada oficialmente da decisão que leva o prefeito Marcelo Belinati para uma situação bastante complicada. A empresa é responsável por 85% da cobertura do transporte público no município e tomou essa decisão porque não concorda com a concorrência pública 021/2018 que vai licitar o serviço para os próximos 15 anos.

A principal divergência está no valor da passagem. Se por um lado os usuários consideram alta a tarifa de R$ 3,95, por outro a Grande Londrina afirma que ela está abaixo da tarifa técnica que, na época do reajuste, chegava a R$ 4,15. Para a TCGL, a tarifa deveria ser R$ 4,60 em 2019. Outra reclamação da empresa diz respeito à participação do município no subsídio da tarifa, considerada pequena pelos empresários. Este valor de R$ 4,60 é o preço que a Grande Londrina considera para cobrar durante o período em que estiver operando até que uma nova empresa assuma. Ela se comprometeu em continuar operando até que ocorra a substituição.

A licitação para a concessão dos transportes coletivos foi lançada em agosto pela prefeitura. O grupo de trabalho convocado por Belinati apontou para o fim do modelo atual do transporte público em Londrina e promoveu a redução na cláusula que prevê taxa de lucro das empresas, vigente no contrato atual e que encarece a tarifa.

O prefeito garantiu que a cidade não vai ficar sem o transporte coletivo e diz esperar uma boa disputa na concorrência. O transporte é um dos serviços mais importantes que um município deve proporcionar aos seus cidadãos e o preço justo é um dos quesitos a ser levado em conta. As soluções passam também pela qualidade do serviço ofertado. Quanto mais usuários satisfeitos, mais pessoas utilizando o ônibus e menos carros nas ruas.

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