Transporte coletivo, ar limpo e ações mútuas
A tomada de consciência pela melhoria do trânsito e do meio ambiente deve ser decisão de todos, isto incluindo os mecanismos pertinentes que devem ser implantados pelo poder público. Cada vez mais aumenta nas ruas e nas rodovias o número de veículos automotores (que emitem gases poluentes), por isso é preciso estimular o transporte coletivo (o urbano e o das estradas), deixando-se o mais possível o automóvel em casa, para assim haver menos poluição e também mais segurança.
Passos a serem dados serão também dos governantes, que precisam paralelamente fazer a parte que lhes cabe, que é incentivar a produção de veículos menos poluentes e de combustíveis idem, estimular o uso do transporte de massa, melhorar ruas e estradas, cobrar judicialmente que as concessionárias do pedágio cumpram os termos contratuais e melhorem a segurança, implantar sinalização adequada, semafóros sincronizados e inúmeros outros itens.
No caso específico de Londrina (onde uma campanha de melhoria do trânsito se inicia), é preciso começar a instalar, sem demora, os semáforos que contemplem o pedestre nas esquinas mais perigosas. Esta deve ser uma proposta imediata inclusive das Promotorias de Justiça, que são as incumbidas da defesa dos cidadãos. Se também os que conduzem veículo automotor são cidadãos, de posse dos volantes e dos guidões muitos deles se transformam e parecem converter-se nas próprias máquinas que pilotam. Não só o pedestre mas também o poder público precisa respeitar as faixas de pedestres, dotando-as da segurança paralela que deve acompanhá-las, ou elas terão pouca validade. Tal segurança é representada pelo sinal impedidor de os veículos avançarem e assim darem oportunidade de o transeunte atravessar a rua. Trata-se da figura de um indivíduo no painel, o que só existe em algumas poucas esquinas.
No caso da poluição, leu-se nos jornais algo nada alentador: que os veículos movidos a gasolina ou a álcool têm idêntico volume poluidor. (Essa afirmação, emanada de fonte governamental, já tem contestadores, que dizem tratar-se de uma inverdade e uma forma de o Governo não ofuscar o nascente pré-sal o mesmo Governo que pouco tempo atrás só falava, com vibrante entusiasmo e ufanismo, da produção brasileira das energias limpas).
Voltando ao enfoque londrinense, educar motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres é um caminho que deve ser seguido também pela engenharia de tráfego. O sistema público, portanto, também precisa ser educado para executar as obrigatoriedades que lhes são pertinentes.





