Questão de conscientização e cidadania, a doação de órgãos no Paraná recuou no primeiro semestre deste ano. Dados da Central Estadual de Transplantes mostram que foram realizadas 103 doações contra 132 no ano passado. A queda é de 22%. O índice é significativo e aponta claramente para a "recusa familiar" pela doação. Se os familiares não concordam e a doação não pode ser efetivada, isso mostra que, além da falta de conscientização dos paranaenses, a abordagem também pode estar sendo feita da forma incorreta.
A morte de um familiar é um momento doloroso. Independentemente da causa do óbito, é um período de fragilidade e de dor e, por isso, os profissionais envolvidos no processo têm que estar muito bem capacitados. Outra importante questão são as campanhas de doação de órgãos. Raramente as famílias conversam sobre o assunto e, por isso, não se sentem preparadas quando um parente perde a vida.
Também é importante entender o que aconteceu no Paraná. No início do ano passado, a quantidade de procedimentos realizados no primeiro trimestre tinha aumentado 11,7% em relação ao mesmo período de 2012. Além disso, os números apresentavam uma evolução positiva ao longo dos anos anteriores.
Para efeito de comparação, a média nacional vem aumentando. Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos apontam que a taxa por milhão de população cresceu no primeiro semestre de 2014. O ano passado foi encerrado com uma taxa de 13,2 pmp e, nos primeiros seis meses deste ano, esse número subiu para 13,5. No entanto, o objetivo era encerrar 2014 com uma taxa de 15 pmp, o que não será atingido.
Portanto, é preciso identificar falhas no processo e corrigi-las para que a taxa volte a crescer. É uma ação importante e os números não podem continuar a cair. A população precisa ser esclarecida a respeito da importância até para derrubar mitos que podem estar persistindo.

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